Pantera
Os
teus olhos e os teus lábios exprimem fome,
Explode
o amor? O sexo explode, tudo explode!
Fogo,
fogaréu de saciar no céu que te consome,
Reflexos
de ti: tu desejas, queres e não podes...
Ao
extremo, palpas as estranhas, gritas anseios,
Impudentes
correm as noites e os dias no alento.
Em
vão cavalgas a querência da emoção no seio,
Sinto
a tua pira, o teu perfume e me impaciento...
Murmuro
dentro da alma a voz do céu consolador,
Na
gruta do peito, num recanto imaculado, insone!
Os
ecos dos astros no extenso crepúsculo do amor
Seduzido,
a volúpia grita o teu nome e sobrenome...
A
lua inclina nos lençóis, afago concubina de sobejo.
Soam
os timbales do teu coração. Dai-me o ardente
Olhar
homicida, matador que tantas vezes almejo,
Acenando
a sensualidade nas felpas do teu ventre...
Desnudo!
Minha alma chã se embrenha e marcha
Na
luminosidade dos teus olhos cheios de amores.
Dá-me
acolhida dos teus seios que o amor cavalga,
Só
amo a ti, o teu sorriso, os astros e as tuas flores...





