Viva o
Carnaval
Fia, você
não gira-bem, gira? É doida varrida. Logo no carnaval me alforriar? Pintei e
bordei, não tive como ser fiel. Beijei muito, cada mulher com lábios de mel!
(kkk) -Se lhe traí, você quer chorar ou rir? A fila andou, fia! (kkk) Na quinta
e na sexta saí de pipoca atrás do trio elétrico, não foi fácil, você imagina o arregaço?
Cariocas, paulistas, gaúchas... caíram no meu laço –Como? Todas no bagaço? -Qual
é Fia? Elas diziam-se cabaço, pode? kkk –Oxente! Você é otário fio? Acreditou
nessa gaiva de cabaço, foi? Assim, também sou! rsrs –Ô é? Acreditei nada! (kkk)
Naquela altura do campeonato foi lepo, lepo, lepo e usei luvas dobradas no meu artefato,
uma peça de museu, que de fato, em pleno teatro fez cena no primeiro ato,
soluçando: tô fraco, tô fraco... a mulherada querendo e o papagaio lá do quarto
gritando: curupaco, curupaco e nada da rigidez do taco! (kkk) Bati fofo, não
deu caldo, o Viagra era falsificado, não houve uis e ais, comprei no Paraguai!
Valha-me Deus! Era feito de farinha e eu
pensando que seria o galo da rinha! (kkk) Sem arregaço, será que fui um
fracasso? Você ai tá gargalhando de que mesmo? Só porque me lenhei, é? Deixa de
ser cocó! (kkk)
No
sábado fui ao Pelourinho, vixe, ai Meu São Longuinho! Encontrei a Brotos de Mel
na maior folia, precisava ver como ela pulava, era só alegria, parecia que
tinha ganhado na loteria. –Como? Você ainda vai descobrir por que a gente
sempre se encontra? -Nada contra e desta vez não conta, ai meu berimbau! Joguei
capoeira e o escambau, depois, dei zignal na maior cara de pau! -Brotos de Mel?
–Queria fazer rapel ou ir no cavalinho, ei, cuidado com os burburinhos! (kkk) Nada
mais falo se não vira tango no mango! E eu não sou Django! (kkk) Oi, os
primeiros dias da folia foi na maior afrodisia sem eu dá conta da freguesia!
(Kkk)
Já no
domingo, segunda e a terça-feira foi alvissareira, o Viagra não falhou, não
teve bandeira e haja madeira! (kkk) Tá piripicado, ai meu Deus do céu! Avisa lá
que foi o maior miserê: lepo, lepo, lepo, lá ela ficou atoladinha. Vixe mainha,
ó neguinha foi tudo tão bom, o nosso amor já é! Ela não aguentou o arrepique,
pediu pinico e eu com isso? Ah, deu enguiço e ela no vício! Tá vendo Fia no que
deu você me liberar para o carná? (kkk)
Haja
coração! Só tinha mulher ninja, todas em cima, eu coladíssimo, igual, a imã! Só
gente fina no maior rebucetê, não passou na Tevê para você não vê! (kkk) -O
que??? -Ô língua ferina! Não, não tinha cafetina! Tinha mulher toda boa e eu na
aragem com as ninjas na xibiatagem! (kkk)
Zé
Lalado
TRADUÇÃO DO BAIANÊS
Não gira bem – Não
pensa direito, Louca (o)
Alforriar - Liberar
Pintar e bordar –
Aprontar
Ser fiel – Não trair
A fila andou –
Namorar, beijar sem compromisso várias mulheres
Sair de Pipoca – Ir
sozinho para o carnaval e está aqui, aculá atrás do trio elétrico
Arregaço – Botar
para quebrar
Laço – Conversa
Bagaço – Acabadas
Cabaço – Virgem,
virgindade
Otário – Besta
Gaiva – Embromação,
mentira
Luvas - Camisinhas
Artefato – Pênis
Peça de Museu – Não
faz mais nada, objeto de decoração
Teatro - Cama
Bater fofo – Sem
tesão
Caldo – Gozo,
orgasmo
Cocó – Crocodilo,
(a) Delator (a)
Escambau – Etc. e
tal
Zignal – Partir,
sumir rapidamente
Tango no mango –
Confusão
Ta piripicado –
Faça fé
Miserê – Estrago
Mainha – Modo
singelo, amoroso de chamar uma mulher quando namorando
Ó neguinha – Modo
também amoroso
Arrepique – Arrocho
no namoro
Pedir Pinico –
Pedir Socorro
Enguiço – Deu zebra
Carná – Carnaval
Mulher Ninja –
Mulher que flerta e depois não quer nada, vai embora.
Rebucetê - Confusão
Cafetina – Mulher
dona de bordel
Toda boa – Mulher
com o corpo bacana, porreta, gostosa
Xibiatagem – Sacanagem
Zé Lalado
Humaitá Web Rádio, a boa, se ligue!