Noite, sonetoPega-me sempre nas tuas mãos macias, pega-me!
A lua e sempre ao derredor do nosso leito... Nua
Largada, cúmplice à meia luz nos lençóis... Amada
Em frenesi orvalha essa noite que sai do casulo e ri...
Pega-me na relva tênue do teu púbis, oh, pega-me!
Inunda os teus desejos do céu que germino... unta:
Anseios, peles e olor erguendo libidos... Os lampejos
Advindos... doçuras, ápice, orgasmos e gemidos...
Pega-me sempre no teu olhar em chamas, pega-me!
Fala do amor na pura essência do teu seio... Afaga,
Desejos antigos no céu e no luar dos teus beijos...
Pega-me sonhando no teu colo inefável, pega-me!
Sublimo o teu ser nessa noite de colheitas... Rimo
Versos sorvendo do teu mel nos gozos ascéticos...
O Sibarita



