segunda-feira, outubro 20, 2014

A PETROBRÁS, O PSDB E O AÉCIO



Não sou articulador político, não sou jornalista, mas, SOU FUNCIONÁRIO DE CARREIRA CONCURSADO DA PETROBRÁS. Então, dei-me a liberdade de tecer alguns comentários sobre as falas do candidato AÉCIO esperando contribuir para que a verdade e somente a verdade fique as claras.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgQL71K32HbAX9BCRWXWJv4YypMcTTpsHzLQleKKGdgzZnVGdpw6GHg5tzdeHGY0TKcUA28ooi-UZBPCmixG9CB8Q31NdVGqweZtc2gSkTE3VJbhdyYlYEBAm669aua6-y9GDFF/s1600/petrobrax.jpg
Esta logomarca custou
700 mil reais ao povo.

 PetroBrax – O candidato AÉCIO tenta enganar o povo afirmando que nunca tentou privatizar a Petrobras. Não é verdade, ele, Serra e o governo FHC tentaram sim! E aqui falo por ter vivido esse tempo como um simples mortal empregado da Petrobras. Os jornais e revistas da época, se pesquisados, vão mostrar exatamente o que afirmo.

 

Na época, por volta do ano de 2000 o presidente da Petrobras indicado pelo FHC com aval do Serra era o economista francês Henri-Phillippe Reichstul, portanto, fora dos quadros da empresa que ficou por quase três anos e ao sair da Petrobrás foi convidado pelos Marinhos para dirigir a Rede Globo passando a ser o número 02 (dois) da organização Globo.

 

NUNCA A PETROBRÁS OU QUALQUER OUTRA ESTATAL TIVERA UM PRESIDENTE ESTRANGEIRO, NO CASO, FRANCÊS.

 

Foram feitas inúmeras reuniões em todo sistema Petrobras para o anuncio da mudança do nome para PetroBrax com o argumento de que tinham sido feitas pesquisas (Pasmem) na Argentina, Uruguai e com 150 executivos da Petrobras. (Até hoje, ninguém sabe os nomes deles) O presidente francês da Petrobras Henri-Phillippe só se esqueceu de pesquisar o povo brasileiro a real dona da Petrobras do que achava.

 

O presidente da Petrobras dizia que nas pesquisas indicaram ser o BRAS de Petrobras um peso. A marca BR em verde e amarelo era confundida nos Estados Unidos com a BP da Bristish Petroleum e a fonética Petrobras era difícil para as línguas espanhola e inglesa. Nas reuniões na Petrobras sobre essa mudança o Henri-Phillippe ria quando falava das cores verde e amarela e classificava o Bras do Brasil como ônus e incompetência.

 

Nós, os mortais funcionários passamos a desconfiar que a jogada fosse mudar o nome facilitando a venda, a entrega da Petrobras para o capital estrangeiro. O projeto do Henri-Phillippe tinha sido aprovado pelo FHC e já havia consumido R$700,000,00 (setecentos mil reais) e ao fim de todo processo seriam gastos US$50 milhões. Quer dizer: o dinheiro do sofrido povo brasileiro jogado na vala da privatização para facilitar ao capital estrangeiro.

 

Assim, começou a tomar corpo entre os funcionários que deveria ser feita alguma coisa, embora, o Presidente da Petrobras tivesse se reunido com a FUP (Federação Única dos trabalhadores da Petrobras e a AEPET (Associação dos Engenheiros da Petrobras) tentando apoios da nossa classe sindical e, por conseguinte dos trabalhadores ele não obteve êxito. Todos nós passamos a denunciar na imprensa o que estava por vir por trás da mudança de nome.

 

Fizemos greves, muitos de nós punidos e até demitidos, mas, fomos em frente já que a mudança parecia irreversível. As fardas foram substituídas com o novo nome, os equipamentos também com a nova logomarca e nome em todo sistema Petrobras. Foram gastos milhões de reais nessas mudanças que depois tiveram que voltar ao que era antes por pressão da grande mídia, dos petroleiros e com certeza do povo brasileiro que não aceitou essa farsa, pergunta-se: A Petrobras foi ressarcida? Não! E quem pagou essa conta altíssima? Claro, o povo brasileiro! E o presidente da Petrobras o Francês Henri-Phillippe foi punido por esse prejuízo a nação brasileira? Não! Ele continuou lá dando as cartas por quase três anos e preparando terreno para que de alguma forma a Petrobras fosse fatiada e vendida. Mas, ao sair, foi ser o presidente da Organização Globo.

 

Ainda assim, no ano de 2000 a Petrobras deu um lucro ao Brasil de 10 (dez) bilhões de reais. Esta é a empresa que eles queriam entregar. E não tenho dúvidas que se o AÉCIO ganhar (Deus é mais!) ele entregará o suor dos brasileiros, a Petrobras foi construída passo a passo por mãos de brasileiros anônimos que deram seus sangues, suas vidas e não pode de uma hora para outra servir ao capricho de políticos sem amor a sua pátria.

 

AÉCIO fala que a Petrobras é quase toda terceirizada e quem começou isso e em qual governo? Claro, no governo FHC quando ele não deixou criar concursos para preenchimento de vagas no lugar dos que se aposentavam. É aí que começa em todo Brasil o ciclo da terceirização não somente na Petrobras bem como em todas as empresas brasileiras.

 

No AÉCIO não dá para confiar! Petroleiro que se preza, sem dúvidas, vota DILMA!

 

Nelson Haroldo (Não SOU e NUNCA FUI filiado a qualquer partido politíco).

Abaixo, transcrevo artigo do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo



Petrobrás x Petrobrax - Uma comparação necessária

Nos oito anos de governo FHC, a Petrobrás foi fatiada em Unidades de Negócio (UN), teve cortes profundos em seu orçamento, seu efetivo foi reduzido para 32 mil pessoas, diversos direitos trabalhistas foram suprimidos e o governo ainda tentou mudar o nome da empresa para Petrobrax, em clara intenção de privatizá-la.

 

José Serra foi um dos principais "pensadores" desse modelo, responsável pelo desmonte da companhia e pelos maiores desastres ambientais da história da Petrobrás. Entre 1975 e 1994 (20 anos), a Petrobrás foi responsável por 9 desastres ambientais. Entre 1995 e 2002 (8 anos do governo FHC), a empresa registrou 29 desastres, entre eles o afundamento da Plataforma P 36, que provocou a morte de 11 petroleiros.

 

O governo Lula resgatou a Petrobrás do fundo do poço e a transformou em uma das maiores empresas do mundo, responsável pela descoberta do pré-sal, a grande reserva de óleo e gás que poderá garantir a passagem do Brasil para o Primeiro Mundo.

 

Este jornal especial apresenta dados e análises desses dois períodos: oito anos de FHC e oito anos de Lula. Por mais crítico que o movimento sindical seja em relação a diversos aspectos do atual governo na gestão da Petrobrás, das ainda enorme falta de segurança na empresa, da manutenção dos leilões e políticas retrógradas na relação de trabalho, não há grau de comparação entre os dois períodos. Com FHC/Serra, lutávamos pela sobrevivência da empresa e de nossos empregos; com Lula, lutamos para avançar ainda mais nas conquistas que obtivemos.

 

Os tucanos não se cansaram de tentar, nos oitos anos de governo Lula, destruir a Petrobrás; jornais, revistas e internet contêm farto material de consulta. Paulo Renato, ministro da Educação de FHC e deputado federal, entrou com representação em 28/08/2007 contra a Petrobrás porque a empresa descumpria o Plano Nacional de Desestatização ao se tornar mais sólida e pública (http://www.paulorenatosouza.com.br/discursonoticia.asp?id=14).

 

Recentemente, David Zilbersztajn, genro de FHC, ex-presidente da ANP (Agência Nacional de Petróleo) e principal assessor de Serra na área energética disse que o PSDB pretende rever a lei do pré-sal para oferecer essa riqueza as empresas estrangeiras. No debate da TV, AÉCIO tentou desqualificar as afirmações de seu Futuro Ministro Armindo Fraga.

Uma eventual eleição de AÉCIO representaria um perigo para a VENDA/ENTREGA da Petrobrás e ameaça à soberania do Brasil no campo energético.

domingo, outubro 12, 2014

Ô MÃE!

Ô mãe!

Quero o seu farol
para clarear a escuridão
e aplacar a neurose da lua
que teima em não sair
da penumbra
na esquizofrenia
dessa noite fria.
Em vão, tento avivar
o candeeiro do seu olhar
nos meus passos sem passos.
Mas, onde estão os seus olhos,
se não no deserto baço?
Ai de mim!
Na cerração colho
redes de nervos tensas
murmurando esperança e precipícios.
Eu deliro... A dor espanca
psicótico, você é meu vício.
Se o meu amor avança
pela sua existência afora
fico sem a sua lembrança
desse tempo que chora
a nossa história.
Ô mãe, o seu silêncio
é um punhal erguido
brilhando e apunhalando
o meu coração partido.
É sangue, borbotões de sangue
correndo, escorrendo
no meu peito exangue.
Ferido, de paixão ferido
pende, afinal, nítido à vida crua.
Ah, esse queixume traído
e você sem capas, nua
glorificando no fel extraído
do seu olhar aos meus dias,
os desejos perdidos
no holocausto da minha agonia.
Mas, no galope dos ventos
pálido, o amor clama
na crosta dos seus ensejos
a sua chama, sem dramas.
É que a tempestade descamba
e no meu psical
de sonhos noturnos
morro no neural
desse tempo soturno.

Entretanto,
envio-lhe flores,
restos arrancados, pisados
do jardim dos seus açoites.

Zé Lalado

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quinta-feira, outubro 02, 2014

IMPONDERADA

Imponderada

Ah, meu bem, correr as tuas madrugadas,
Expulsar as noites zombando dos cenários.
Pôr em riste a gravidez das luas sazonadas
E, assim, contigo ter os filhos imaginários...

Prantear diante de ti todo o tempo passado
Na câmara úmida da essência sobre o amar
E, durante o esteio dos meus céus inflados,
De asa delta o imo planar no sol do teu olhar...

Votado aos teus flancos, mulher divina, cálida!
Alteza púrpura, abastança dos meus anseios,
Chama reinante da formosura, imponderada...

Escultura angelical, airosa e macia, alucinante,
Carne explosiva, rastilho de pólvora em desejo,
Esplendor, maquinação da luxúria, fascinante...

O Sibarita

Ei, Humaitá o Web Rádio, se ligue!

sexta-feira, setembro 26, 2014

ÌBEJI, ÌGBEJI OU SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Soraia Drummond na música "Eu Sou Brasileiro" Um reggae da zorra cantado pela maior regueira do Brasil reconhecida até na Jamaica. Soraia, a baiana retada, a novidade da música brasileira tendo ganho muitos premios pelo mundo a fora, inclusive, no Brasil. A Letra é espetacular ouça com atenção, alô Zé Lalado, oi que bom! kkkk DESLIGUE A RÁDIO HUMAITÁ AO LADO. Curta esse som lendo sobre São Cosme e São Damião.

Esculturas de Ibeji na África

Ìbejì ou Ìgbejì é divindade gêmea da vida, protetor dos gêmeos na mitologia iorubá, identificado no jogo do merindilogun pelos odus ejioko e iká. Dá-se o nome de Taiwo ao primeiro gêmeo gerado e o de Kehinde ao último. Os Yorùbá acreditam que era Kehinde quem mandava Taiwo supervisionar o mundo, donde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho.

Cada gêmeo é representado por uma imagem. Os iorubás colocam alimentos sobre suas imagens para invocar a benevolência de Ìbejì. Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em sua honra.

O animal tradicionalmente associado a Ìbejì é o macaco colobo, um cercopiteco endêmico nas florestas da África subsariana. A espécie em questão é o Colobus polykomos, ou colobo-real, que é acompanhado de uma grande mística entre os povos africanos. Eles possuem coloração preta, com detalhes brancos, e pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio no alto das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, daí eles serem considerados por vários povos como mensageiros dos deuses, ou tendo a habilidade de escutar os deuses. A mãe colobo quando vai parir, afasta-se do bando e volta apenas no dia seguinte das profundezas da floresta trazendo seu filhote (que nasce totalmente branco) nas costas. O colobo é chamado em iorubá de edun oròòkun, e seus filhotes são considerados a reencarnação dos gêmeos que morrem, cujos espíritos são encontrados vagando na floresta e resgatado pelas mães colobos pelo seu comportamento peculiar.

Imagens de Igbeji no candomblé.

Na África, as crianças representam a certeza da continuidade, por isso os pais consideram seus filhos sua maior riqueza.

A palavra Igbeji quer dizer gêmeos. Forma-se a partir de duas entidades distintas que coexistem, respeitando o princípio básico da dualidade.

Contam os Itãs (conjunto de lendas e histórias passados de geração a geração pelos povos africanos) que os Igbejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos. Doravante, os Igbejis passam a ser saudados em rituais específicos de Oxum e, nos grandes sacrifícios dedicados à deusa, também recebem oferendas.

Entre as divindades africanas, Igbeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos, a dualidade. Igbeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstâncias, têm dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.

Na África, o Igbeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia a dia. Igbeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado. O poder de Igbeji jamais podem ser negligenciado, pois o que um orixá faz Igbeji pode desfazer, mas o que um Igbeji faz nenhum outro orixá desfaz. E mais: eles se consideram os donos da verdade. Os gêmeos Ibeji entre os iorubas, hoho e Fon são objeto de culto.

Imagens de Igbeji no candomblé

Não são nem orixá nem vodum, mas o lado extraordinário desses duplos nascimentos é uma prova viva do princípio da dualidade e confirma que existe neles uma parcela do sobrenatural, a qual recai em parte na criança que vem ao mundo depois deles.

Recomenda-se tratar os gêmeos de maneira sempre igual, compartilhando com muita equidade entre os dois tudo o que lhes for oferecido. Quando um deles morre com pouca idade o costume exige que uma estatueta representando o defunto seja esculpida e que a mãe a carregue sempre. Mais tarde o gêmeo sobrevivente ao chegar à idade adulta cuidará sempre de oferecer à efígie do irmão uma parte daquilo que ele come e bebe. Os gêmeos são, para os pais uma garantia de sorte e de fortuna.

Imagens femininas de Ibeji da Nigéria do início do século 20 em exposição no Museu das Crianças de Indianápolis, nos Estados Unidos

Existe uma confusão latente entre Ibeji e os Erês. É evidente que há uma relação, mas não se trata da mesma entidade, confundindo até mesmo como orixá. Ibeji são divindades gêmeas, sendo costumeiramente sincretizadas aos santos gêmeos católicos Cosme e Damião.

Por serem gêmeos, são associados ao princípio da dualidade; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas etc.

Seus filhos são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconsequente: nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas, tudo enfim que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinados e possessivos. Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravasando energia.

Imagens femininas de Ibeji da Nigéria do início do século 20 em exposição no Museu das Crianças de Indianápolis, nos Estados Unidos

Podem apresentar bruscas variações de temperamento, e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, à vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como "gosta de mim" ou "não gosta de mim". Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade. Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas.

A grande cerimônia dedicada a Ibeji acontece a 27 de setembro, dia de Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças, portanto) são oferecidas tanto a eles como aos frequentadores dos terreiros.

Ibeji, na nação Queto, ou Nvunji, nas nações Angola e Congo. É a divindade da brincadeira, da alegria; sua regência está ligada à infância. Ibeji está presente em todos os rituais do Candomblé pois, assim como Exu, se não for bem cuidado pode atrapalhar os trabalhos com suas brincadeiras infantis, desvirtuando a concentração dos membros de uma Casa de Santo.

É a divindade que rege a alegria, a inocência, a ingenuidade da criança. Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do orixá que a criança carrega. Ibeji é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar seu sorriso, sua alegria, sua felicidade, seu engatinhar, falar, seus olhos brilhantes.

Na natureza, a beleza do canto dos pássaros, nas evoluções durante o vôo das aves, na beleza e perfume das flores. A criança que temos dentro de nós, as recordações da infância. Feche os olhos e lembre-se de uma felicidade, de uma travessura e você estará vivendo ou revivendo uma lenda dessa divindade. Pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu em nossa infância, foi regido, gerado e administrado por Ibeji. Portanto, ele já viveu todas as felicidades e travessuras que todos nós, seres humanos, vivemos.

A palavra Eré vem do iorubá iré, que significa "brincadeira, divertimento". Daí a expressão siré, que significa "fazer brincadeiras". O Ere (não confundir com "criança", que, em iorubá, é omodé) aparece instantaneamente logo após o transe do orixá: ou seja, o Ere é o intermediário entre o iniciado e o orixá. Durante o ritual de iniciação, o Ere é de suma importância, pois é o Ere que, muitas vezes, trará as várias mensagens do orixá do recém-iniciado.

O Ere, na verdade, é a inconsciência do novo omon-orixá, pois o Ere é o responsável por muita coisa e ritos passados durante o período de reclusão. O Ere conhece todas as preocupações do iyawo (filho), também aí chamado de omon-tú ou "criança-nova". O comportamento do iniciado em estado de Ere é mais influenciado por certos aspectos de sua personalidade que pelo caráter rígido e convencional atribuído a seu orixá. Após o ritual do orúko, ou seja, nome de iaô, segue-se um novo ritual, ou o reaprendizado das coisas, chamado Apanan.

Símbolos:2 bonecos gêmeos, 2 cabacinhas, brinquedos; Plantas: jasmim, maçã, alecrim, rosa.

Dia: domingo e segunda-feira para nações Queto e Jeju Jexá; Cor: azul , rosa, verde, mas na verdade gosta do colorido em si.

Metal: estanho. Seus elementos: fogo, ar. Saudação: Omi Beijada! Bejiróó! farami sóibeji!

Domínios: parto e infância. Amor e união. Comidas: caruru, cocada, cuscuz, frutas doces. Animais: passarinhos. Quizilas: morte, assobio.Características: alegre, otimista, brincalhão, esperto, trabalhador, imaturo, birrento, voraz.

O que faz: ajuda a resolver problemas de crianças, dá harmonia na família, facilita uniões. Riscos de saúde: alergias, anginas, problemas de nariz, raquitismo, acidentes.

O Sibarita

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ibeji

sábado, setembro 20, 2014

CIRCUNSTANCIAL

Circunstancial

É primavera e ao teu olhar, os sóis dos dias
Brilham no firmamento do nosso aforismo.
Sussurros, desejos de amor e aroma antigo,
De ais acochados no peito, coração agonia...

No meu querer, untam-se, gládios de ânsias,
Os gomos de luz em teu jardim se misturam.
A primavera, as flores de que fluo, perduram
Como ontem ou hoje. E em nós, as distâncias...

Dessas paisagens de segredos, de queixumes
Num afago esparso de miras. Nada nos arrisca.
Estremecemos em face das buganvílias ariscas
Que nos trazem fragrância de todo o perfume...

Somos desejos embriagados que perdeu o amar.
Estrelas imaginadas, comas padecidas nos céus
Dos amores, santuários prestes a cair sem véus,
Estatuas arfando, ruindo e ainda erguidas no ar...

Sobre o anoitecer, o sétimo céu antes que desabe.
À vontade do amor sentem-se espasmos, agonias,
Incertos delíquios destas delícias ao final dos dias
Ao sereno ansiar do meu olhar no teu olhar suave...

O Sibarita

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sábado, setembro 13, 2014

NORTE

Norte

Sobre o arco dos desejos e relva de uma tela sã,
Nossos olhos comendo um ao outro nas delícias
Das teclas libertinas ao paladar das luas malícias
Abrasando todos os gozos, virtual das webcams...

Daquelas noites nos arrebatamentos e expressões
No boca a boca das vontades dessas fases insones
Vivenciadas aos sussurros e cios dos head phones,
Teclas virtuais de palavras, gozos em confissões...

Ficávamos em êxtases na distância dos corações,
Os nossos corpos tremiam aos urros eloquentes.
Mas talvez, já não te lembres das noites adentro
Em que ao nascer da aurora rompíamos solidões...

O teu corpo e o meu corpo eram miras cavalgando
Sossegadas alvoradas de confidências dos amores.
E, por entre telas daqueles nossos computadores,
Irreprimível joguete de paixão e delícias aflorando...

O nu das fotos e dos corpos, trocas nas aquiescências,
Das vontades em que osculávamos nos pensamentos.
A tua boca de carmim na minha boca cravo indecente
Logo, morríamos aos gozos no jogo das penitências...

Infinitos íntimos ali naquelas telas que morávamos,
Casinhas caiadas dos quereres que, agora, pesarosa,
Já nem te lembres dos momentos e assim silenciosa,
Abjures o que tantas e tantas vezes conversávamos...

Eu te esqueci? Esqueceste-me? Não sei! Que se refaça
O bel-prazer, cândidos anoiteceres de segredos contigo.
Que o luar sorria no nosso rosto, erámos o sol e abrigo,
Regávamos com a nossa primavera o MSN e as acácias...

Ômodeu! E era, era é? Hummm... (kkk)

Zé Lalado

Se ligue na Humaitá Web Rádio, a retadinha da boa música!

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sábado, setembro 06, 2014

CAMÉLIA

Camélia, 

Esbelta e formosa, tu surges no horizonte, nua!
Com toda luz desgrenhada, o olhar nos ensejos
Da tua coma sem pudor, nos aprazes dos beijos,
Brotam os sóis da minha boca por beijar a tua...

Debruçar no sorvedouro dessas noites envoltas,
Aspirar-te, atração febril da indecência intensa,
Cardumes de carinhos nas pretensões extensas
Que fogem às vezes numa ilusão ou nuvem solta.

A ligeira curva do teu espartilho, corpo de camélia!
Mas, pelo sol despontado na tua saia transparente,
Os teus seios mergulhados em renda fina, o alente
Da aurora arrastando o vento, a aragem impele-a...

Eu, um arcanjo ou um demônio nesse jogo ardente.
O vento por desfolhar-te, medito o gozo prometido,
A tua carne fresca fascina e estonteia nos delíquios
Sob o cetim azul do teu olhar de quereres inocente...

Ó flor tão macia, airosa e angelical, corpete emoção,
Nesse teu corpo completo as chamas da noite bonina.
Exploro, descubro teus recantos numa lua de alucina,
Tolos desejos, entre, o meu sentido e a tua palpitação...

O Sibarita

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sexta-feira, agosto 29, 2014

GAMBIARRA

Ai Zé Lalado a música "Quebrou a Cara" com a Banda Gasparzinho em São Paulo, lá eu estava lá, foi demais! Neto o cantou fissurou, arrebentou, aliás, a música está estourada. Caro leitor ouça que música porreta no ritmo do Arrocha aqui da Bahia, a letra então, Zé Lalado que o diga, isso ai de letra ele entende. 

       PARE A RÁDIO HUMAITÁ AO LADO, VALE A PENA VER O  VÍDEO É DEMAIS!

O Sibarita
Gambiarra

Ó buquê da noite, ninguém te sente e ninguém olha,
Flor emurchece em taioba do Paraguai, sem aroma!
Em uma balada qualquer ao léu a madrugada isola,
Gigolôs e vampiros do crepúsculo te fazem sombra...

No jogo de desejos, bom barato, o teu fogo é derramas,
Fogo redondo, afogueados passos que a noite promete.
Toda carne que se oferece, o desnudo adjudica na cama
E desfolha o teu corpo de entregas em sussurro falsete...

Piriguetinha sem pudor, bom de papo e toda gostosa,
Bota salto 25, vestido colante aguçado bem sensual.
Olhar incendiário, excitante, mamas peras, deliciosas,
Andar buliçoso, calcinha chama-gato, ai! Miiaaauuu...

Lábios carnudos, boca boquete e garganta profunda,
Corpo mata painho, mata miseravona! Todinha usura,
Indomável na cama, mar de manhas, a cobiça inunda,
O sexo explode, arquejam deuses nas tuas funduras...

Moça, quem dispara o olhar em tua direção voa dentro,
Diante ao teu seio todas as coisas se movem no lascivo,
Que oras faz chamas, que oras te rasga, sopra o vento,
E já mainha, já me parece que nas tuas mãos expiro...

Minha gambiarra, você pagou prá ver nos vãos do negar,
O tempo atento espia dos teus espelhos e eu na tua tara
Morrendo de paixão, e cadê? Então, amor, resolvi parar
Não tem mais jeito, você se lenhou toda, quebrou a cara!

Tá vendo aí mãe? Agora já era... (kkk)

Zé Lalado


BAIANÊS

Buquê da noite – Mulher da vida, profissional do sexo.
Taioba do Paraguai – Jarro chinfrim do Paraguai.
Bom barato – Coisa simples, comum, banal.
Fogo redondo – Fogo circular.
Piriguetinha sem pudor – Mulher sem escrúpulo.
Olhar incendiário – Olhar 45, olhar sensual.
Mamas peras – Seios volumosos.
Andar buliçoso – Andar mal-intencionado.
Calcinha chama-gato - Calcinha provocante.
Boca boquete – Boca que faz sexo.
Garganta profunda – Garganta que engole o sexo do homem.
Corpo mata painho – Corpo provocador sexualmente falando.
Mata miseravona – Mulher gostosa que mata o homem na cama.
Todinha usura – Mulher que é muita desejada.
Mar de manhas -  Mulher cheia de ardis, astúcias.
Voa dentro – Conquistar, ganhar a mulher.
Gambiarra – Mulher mais que piriguete.
Pagou prá ver – Não acreditou, não fez fé.
Se lenhou toda, quebrou a cara – Se acabou, ficou na pior.

Zé Lalado

Que tal ouvir a Rádio Humaitá, curta adoidadamente a boa!
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Aqui a música "Quebrou a Cara" com Harmonia do Samba


Aqui com Silvano Sales

Realmente demais com qualquer dos três interpretes.