Flamboyant
Esta lua rondando toda irada,
suspensa e atiçada,
Desnuda sobre a minha
janela nesta noite arisca.
Jorram desejos no
horizonte da noite enfeitiçada,
Na sedução: o frescor da
brisa sopra de ti e atiça...
Miro-te pelas janelas da
lua, pelas grades do céu
O meu corpo no teu
leito. Especiosa, o teu nome
É meu clamor de
vontades! Ah, vem assim ao léu
Que o amor cintila,
guardei-me para a tua fome...
A carne da tua carne, a nudez
essencial, detalhes,
Luz que funde cobiças,
planos, teorias dos beijos.
Nos colóquios dos lábios
enfurnando os entalhes
Ao termômetro subindo na
delícia dos arquejos...
Corpos horizontais em
linhas paralelas, diagonal.
Mil peripécias de mãos
aturdidas e nas cercanias
O ritmo cifrado, libertino
turbilhão do irracional,
Alquimia, gemidos, chiliques,
delícias e fantasias...
Fusão de corpos e das
almas, coral de querubins!
Ao meu paladar, tu és doçura
o mel de maio, flor.
Da tua fragrância,
festim das rosas e desejos afins
Na intensidade dos deleites
a plenitude do amor...
Sol e lua, confraria dos
gozos, vêm morrer no limiar,
Louvemos os céus dos
céus, festejemos as manhãs!
Bendigamos as noites
carnais, íntimas do imaginar
Lascivamente sob as sombras
de um flamboyant...
O Sibarita
HUMAITÁ WEB RÁDIO A BOA!
