quinta-feira, maio 15, 2014

FLAMBOYANT


Flamboyant

Esta lua rondando toda irada, suspensa e atiçada,
Desnuda sobre a minha janela nesta noite arisca.
Jorram desejos no horizonte da noite enfeitiçada,
Na sedução: o frescor da brisa sopra de ti e atiça...

Miro-te pelas janelas da lua, pelas grades do céu
O meu corpo no teu leito. Especiosa, o teu nome
É meu clamor de vontades! Ah, vem assim ao léu
Que o amor cintila, guardei-me para a tua fome...

A carne da tua carne, a nudez essencial, detalhes,
Luz que funde cobiças, planos, teorias dos beijos.
Nos colóquios dos lábios enfurnando os entalhes
Ao termômetro subindo na delícia dos arquejos...

Corpos horizontais em linhas paralelas, diagonal.
Mil peripécias de mãos aturdidas e nas cercanias
O ritmo cifrado, libertino turbilhão do irracional,
Alquimia, gemidos, chiliques, delícias e fantasias...

Fusão de corpos e das almas, coral de querubins!
Ao meu paladar, tu és doçura o mel de maio, flor.
Da tua fragrância, festim das rosas e desejos afins
Na intensidade dos deleites a plenitude do amor...

Sol e lua, confraria dos gozos, vêm morrer no limiar,
Louvemos os céus dos céus, festejemos as manhãs!
Bendigamos as noites carnais, íntimas do imaginar
Lascivamente sob as sombras de um flamboyant...

O Sibarita

HUMAITÁ WEB RÁDIO A BOA!


sábado, maio 10, 2014

MÃE, AGNUS DEI!

A todas as mães blogueiras, em especial:

Anajá Schmitz(Minha Vida de Campo), Bandys, Claudinha, Cris Teles(Tempo de Travessia), Desnuda(Sam), Dri Viario(Mãe, Esposa, Dona de Casa, Trabalhadora), Etelvina(Uma Aprendiz, Mulher&Cia), Evanir,  Kátia(Prá Te Ter Aqui), Lúcia(Olhos de Mel), Paula Barros(Pensamentos, Fotos e Devaneios), Rosa Maria(Rosa Solidão), Shirley, São... 
E até para as que não são ainda: Alessandra Andreolla Feijó(Ong Alerta)...
Mãe, Agnus Dei!
Elas são filhas, mães, mãezonas e blogueiras,
De amor incondicional e afeto aos seus filhos.
Marias abençoadas emergindo por inteiras,
Das lições de vida à sabedoria, tudo é brilho!

Mãe, claridade que não apaga com o tempo,
Lamparina fiel é flor de maio, aroma da lida!
A bondade e o apoio aos seus filhos é alento,
No seu ventre fecundo, gera, enflora a vida...

Fonte viva, genuína, água límpida, redentora.
Ao olhar do Pai Eterno, Marias mães de todos,
Dulçor, esperança, caminho, mão consoladora!

Mãe, a origem humanada do Divino Espirito,
Verbo do Criador é consagrada ao Agnus Dei,
Portanto, seja louvado, o teu nome bendito...

O Sibarita

Ô mãe, se ligue na Humaitá, a boa!


segunda-feira, maio 05, 2014

ESTAÇÃO ll

Estação
 
Diva, na caridade dos sentidos a ternura inflama,
Acende-se, caminha-se nos explícitos da estação.
O amor denso, castiço ajunta a clareza na chama,
Da primavera, das borboletas e brisa no coração...

Quando o teu amor por acaso se apossar de mim,
Vestirei a couraça do céu na harmonia dos ventos.
Cavalgarei ao avesso da paixão deste poema de ti,
No coração que permanece e expira dos silêncios...

Pois, é tempo de compreender a lucidez do amor,
Abrir as cortinas/janelas e admirar as buganvílias.
No vago do teu olhar abriga-se e se desfolha a flor,
Ao peito que se apaga junta os cacos das estilhas...

A galope, o amor volta curvado, entre, espinhos.
Mas, em mim, a conspiração do teu olhar corrói,
Os pássaros sibilam, o dilúvio bebe do teu vinho,
Comei o pão, há querer. E, não há ti. É amor e dói...

Eis aí o satélite de suspiros que nos é apresentado.
Mas, o poeta abre seu arquivo: dor, alegria e alento,
Acender a luz das trevas ao que fui ou sou teu amado,
Desfloresce a paixão, ecoa a primavera aos ventos...

O Sibarita
HUMAITÁ WEB RÁDIO, A GOSTOSA!


quinta-feira, maio 01, 2014

MAIO!

Maio

À dona Dulce também aniversariante
Envio-te minhas orações e vibrações!
Na certeza da saudade imensa/intensa
Batendo como açoite no meu coração!
 
Nhca.
 
Maio
 
Aqui vão meus desejos deste maio, primeiro!
Encontro-me em pleno vigor intelectual/físico
Neste tempo passando rapidinho e eu inteiro,
Todinho na gandaia, felino, um animal arisco...
 
Confesso! Inserido na paisagem dos desejos,
Esquadrinho os corações das moças à espera.
Na estação justaposta, deslumbre dos ensejos,
Dobram as palavras, às coisas e são tão belas...
 
Atô tô meu Pai, Ogunhê! Meu corpo fechado,
É meu aniversário! Sereno, esquivo e tão leve!
Céu de brigadeiro, navego num azul solidário
De luas bentas lumiando o atro ocaso do tédio...
 
Na silhueta do tempo, as vezes, são as avarias
Os poentes acinzentados e laivos de amaranto
Vindos à imagens brandas e esquivas dos dias
De olhares vítreos na esquina dos meus anos...
 
No árduo das coisas idas, disposto nos aprumos
Das horas densas, no bojo, mago das auras serei
E desse tempo preciso, paladino dos meus rumos
O meu destino como um legado de desejos, rei.

Cavalgo a rocha dominando a aspereza da lida,
Flor silvestre desabrocha na viva luz... Eu fico,
Ando numa atmosfera rarefeita e há tanta vida,
No olor do viver minha alma adeja pelo infinito...
 
Meu signo é de touro, sol da manhã e lua nova,
E aos que quiserem me ouvir: Ah, vem comigo...
Que nesta data o espírito renasce e se renova
Nos abraços de todas amigas, todos os amigos!
 
O Sibarita

HUMAITÁ WEB RÁDIO, A BOA!

quinta-feira, abril 24, 2014

TELEPATIA



Telepatia

Do horizonte da ilha eu te acochambro.
Ave, gostosa! Ó tigresa, tu em Itaparica,
A tua pele de sol, morena cor de jambo
O teu corpo é amor, amor que fica, pica...

Na gruta do teu ventre os gozos telepatia!
Tua dança ardente nas areias branquinhas,
O sobe e desce no remelexo das empatias,
Mel da Ilha de Itaparica, sumo da tua vinha...

Quantos ecos pelas parabólicas dos fones?
Vozes, vontades que murmuram nos seios
Dos longos corredores de desejos insones,
Busca de dias juntos e nossos rostos alheios...

 Vem, afunda a fronte no mar do meu peito
Abrasador, viaje na Baia de Todos os Santos
No quente afago da brisa, assim, ao deleito
Do Morro de São Paulo, sol do teu encanto...

Ô meu bem, na Praça da Sé o teu doce olhar
Ao decote do horizonte no azul da Cruz caída,
O céu é voz do pensamento navegando o mar
Dos teus olhos, afago de ti, de amor perdida...

Como seiva, tua fragrância nas pedras do Pelô,
O teu andar é doce como desejo, mel dourado.
Bebo o teu canto, volúpia e ode ao nosso amor
Flama que libera o libertino em ti desaguado...

O Sibarita
 
Tá na boa, tá na Humaitá!

segunda-feira, abril 14, 2014

OUTONO



Outono

E, porque já é outono, já torna frígido
O teu olhar de chuva em céu embaçado.
Aos meus dias o teu sorriso recolhido
É invernia, sol distante e peito gelado!

Por quê? Se o amor que nos embebeda
É certeza da razão, o senhor do destino!
Aonde vai o coração desejo, sem entrega,
Não tem sentido, é o amor em desatino...

Desvairado peito, amálgama de vaidade.
Águas clarinhas, rios do que não se nega,
Espelhos, reflexos plenos à tua vontade...

O que sempre esteve em ti, será malicia!
Nua e tão assim que tu me trazes inteiro,
É o devoro, murmurar das tuas delicias...

O Sibarita

EI, VOCÊ SE LIGUE!
HUMAITÁ WEB RÁDIO, A BOA!



sábado, abril 05, 2014

ARRITMIA



Arritmia

Minha flor, este amor desenreda ou enreda?
No suspiro, qual arritmia a razão submerge?
Pretexto? A labareda do afeto nos embebeda,
À vaga de nós em nós? A era esvai, se perde...

Decompõe a vida, a essência, amor em teatro,
A experimentação, inteireza, planos distintos,
Tangenciando o equilíbrio nas coxias dos atos,
Os pés atrás, equação, caos afetivo, instintos...

Impulsos sutis de palavras refluindo num sorvo,
Tragos: os desejos confessam o vão dos sentidos,
Marouços crassos, querer, murmúrio dos gozos,
Sentimental cotidiano em simultâneos ardidos...

Vórtice, corrente fugaz, amor, colóquios insanos,
Caos, fora de ordem e em nós abrasada fronteira.
Fogaréu de mil e um pensar, os céus queimando
Os desejos despudorados, ficamos na correnteza...

Flutuando, nada nos aterra, o amor corre na cobiça
Dos desejos e dos ais comprimidos. Sabor da vinha,
Meiguices, pretensões de gozos que disparados atiça,
Acelera o coração nestas arrítmicas, oblíquas linhas...

O Sibarita


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segunda-feira, março 31, 2014

LASCIVO


Lascivo
 
Ô se liga Fia! Enquanto você viaja, eu estou em Salvador,
Tirando os meus santos dos altares, sou todinho profano.
Ômodeu! Tô de alerta geral, ai meu berimbau! Mas amor,
As negonas não dão paz e no apraz andam me amando...
 
No vamos que vamos, o coro come no centro de lá elas.
Ficou com ciúme, foi? Oi fique não! No arregaço da folia
Entrego-me, esbaldo-me, prevarico logadinho nas feras
Balançando o chão das delícias na plenitude das orgias...
 
Ó, valha-me Deus! Que corpão, corpão mundano, fogoso,
Fui todo mainha e adentrei gostoso nas entranhas safada.
Lá ela se dizia cabaço e na orgia não perdoei passei o rodo,
Ô surpresa! Que cabaço o que Fia? Lá ela era toda brocada...
 
De virgem não tinha nada! Mãe, foi praga que você jogou?
A biriba adentrou ao gosto da moça entre chamas da vinha.
Na constância do fogo me aticei todo ao adultero do amor,
A delícia do amor em lá eu foi o trunfo da mulher maravilha...
 
Ô gostosa! Corneei foi? Delíquios, o amor suspira ao perdão!
Assunte, perdoe! Você de concubina nesse meu amor infiel,
O seu olhar, meu Deus! Azorrague no dulçor do meu coração,
Meu bem, no furor que exaltar de você, morrerei no seu céu...
 
-Meu Senhor do Bonfim o que será de lá eu?
-Raappaaazzz... (kkk)
 
Zé Lalado



BAIANÊS USADO.
 
Ô se liga Fia! – Moça fique atenta.
Tirar os meus santos dos altares – Pecar, errar, ser profano.
Sou todinho profano – Sou por inteiro ousado, desejoso.
Ômodeu! – Ô Meu Deus!
Tô de alerta geral – Estou esperto, vendo tudo.
Ai meu berimbau – Aí meu pênis.
As negonas – As mulheres.
O coro come – O sexo fala mais alto
No centro de lá elas – No meio, no ventre das mulheres.
Ficou com ciúme, foi? Oi fique não – Esta com ciúmes? Não fique não!
Logadinho nas feras – Colado nas mulheres.
Chão das delícias – Cama, fazendo amor.
Fui todo mainha  - Mãe, me entreguei com muito desejo.  
Lá ela se dizia cabaço – Ela se dizia virgem.
Na orgia não perdoei, passei o rodo – Na sacanagem não escapou ninguém, peguei todas.
Que cabaço o que Fia? – Que virgem que nada dona moça.
Lá ela era toda Brocada – Ela não era virgem coisa nenhuma.
Praga – Desejo que outra pessoa se lenhe, se acabe Foi
A biriba adentrou ao gosto da moça – O pênis penetrou na vontade da moça.
Chamas da vinha – Fogo dos gozos.
Ô gostosa – Ô mulher boa, gostosuda.
Assunte, perdoe – Veja, perdoe, esqueça!
 
Zé Lalado.

Fique no som da Humaitá Web Rádio, a gostosa!