terça-feira, dezembro 22, 2020
sexta-feira, maio 01, 2020
MAIO
Ai meu Deus! Neste
maio primeiro, meu aniversário,
E no oceano da minha
cabeça: essa brisa! Me vejo
Surfando em águas
tranquilas por portos e itinerários
Da existência de quem
chega a essa idade, entrevejo...
Mais uma nova aurora
de felicidade surgir no horizonte,
Ventos, brisas estreladas
sopram do mar de almirante.
Me renovo sob a égide da
fé espírita que bebo na fonte
Dos aprendizados da
doutrina. Luz, farol dos instantes...
Minhas amigas e
amigos, o trovador elementar, celebra
O viver, o céu e o mar.
Dos mundos etéreos se desprende,
Refugia-se em sonhos
gentis da idade, a colher: amor e fé
Soberbos troféus. No
marco da paisagem, o lume acende...
Minha base é edificada
e burilada no livro da Gênese.
Allan Kardec, estudos e
predições, a luz procede o sol,
Que provém da textura
de fé ao Mestre Jesus, síntese
Do símbolo superior,
princípio espiritual indestrutível...
A luz, é causa, que Dele
irradia a claridade suprema.
Das instruções, sou o
servo! Humildade e bondade,
Essência orgânica da estrada,
eternal luz do Mestre,
Mentores, elementos
espirituais, códigos, o médium...
Comunica-se com os espíritos na lanterna das idades,
Os tempos fugitivos dos anos, são balizas do caminho,
Admiráveis sinais de aprendizados, o céu, em verdade
Se acende, o trovador vai escrevendo no pergaminho...
Ando pela porta
estreita, porque a larga é da perdição,
Nem todos que dizem
Senhor! Senhor! Irão aos Céus.
Pequena é a porta da
vida, sigo Allan Kardec: nascer,
Morrer, renascer ainda,
progredir sempre, tal é a lei...
O Sibarita
segunda-feira, abril 27, 2020
SEPULCRO CAIADO
Em tempo...
Ao ouvir a tua voz, o povo colado no chão das adversidades
Jaz inerte, sob uma lua enrugada, hilária, imersa no coração.
Faço saltar o teu rosto nestes reversos da tua mediocridade
Que cobre o Brasil de ponta a ponta como um raio e furacão...
Jaz inerte, sob uma lua enrugada, hilária, imersa no coração.
Faço saltar o teu rosto nestes reversos da tua mediocridade
Que cobre o Brasil de ponta a ponta como um raio e furacão...
Dir-se-á das rosas funerárias, fragrâncias que te deslumbra!
As palavras dizem, descem insones censurando o teu nome
Nestes versos acres em que a lua se esconde na catacumba
E no ranger dos gonzos sepulcros o imaginário te resume...
As palavras dizem, descem insones censurando o teu nome
Nestes versos acres em que a lua se esconde na catacumba
E no ranger dos gonzos sepulcros o imaginário te resume...
És tu mesmo? Porque o Brasil é grande, tão imenso, intenso.
Apenas vejo teus passos perdidos que ao povo não alcança.
Diz-me, o que esperar, se tão longo, é o teu trajeto pretenso?
Sem luz no caminho, a escuridão se atira nas tuas passadas.
Apenas vejo teus passos perdidos que ao povo não alcança.
Diz-me, o que esperar, se tão longo, é o teu trajeto pretenso?
Sem luz no caminho, a escuridão se atira nas tuas passadas.
Teu olhar baço, faz medo, amedronta e o corona ensombra!
Patife da tropa, aos farrapos do povo, velhaco, a tua língua vil
Bacoleja um país! Desgraça e desdita. Sombra das sombras,
Não soubestes governar teu quartel e quer governar o Brasil?
Patife da tropa, aos farrapos do povo, velhaco, a tua língua vil
Bacoleja um país! Desgraça e desdita. Sombra das sombras,
Não soubestes governar teu quartel e quer governar o Brasil?
É que vejo em ti, um vulto solitário que anoitece. Contemplo!
Teus passos: pés desconsolados e o imo encovado no nada.
Seguirás infinda aventura a Tio Sam? Bajulador subserviente
No alude, jazerás à consciência serviçal da aurora esgarçada.
Teus passos: pés desconsolados e o imo encovado no nada.
Seguirás infinda aventura a Tio Sam? Bajulador subserviente
No alude, jazerás à consciência serviçal da aurora esgarçada.
Diga que virá leve ao povo, sem névoas no azul da mansa luz
Será tu? Ou no teu caminho amórfico, há um que de zumbi?
Por fora: sorriso de lagarto, galões, insígnias, armas, bastões
Por dentro: iniquidade, ódio e raiva e o vermelho a denegrir?
Será tu? Ou no teu caminho amórfico, há um que de zumbi?
Por fora: sorriso de lagarto, galões, insígnias, armas, bastões
Por dentro: iniquidade, ódio e raiva e o vermelho a denegrir?
Queremos estar de imo quieto. Nós, a soma de nós mesmos
Na dobra do teu pisar, um choro ferido da tua política insana
E, ao som de trombetas: o beato fingido e encolhido a esmo.
Nas convivas fúnebres, o sepulcro caiado, vade retro satana
Na dobra do teu pisar, um choro ferido da tua política insana
E, ao som de trombetas: o beato fingido e encolhido a esmo.
Nas convivas fúnebres, o sepulcro caiado, vade retro satana
O Sibarita
sexta-feira, dezembro 28, 2018
ESPÍRITA
ESPÍRITA
No firmamento afetivo é natal, nasce o
menino Jesus,
Sintonizo a
manjedoura no infinito que a noite suspira.
Os
Reis Magos, seguem a estrela de Belém e dos azuis,
No
compêndio dos dias, o sol tríplice soluça, delira...
Por decreto divino o meu pensamento
transladado
Germina bondade, a caridade encoberta,
enobrece
No que gera, redime e floresce do trigo já
semeado...
É luz trazendo as bem-aventuranças pelos
caminhos
Por onde eu movo os passos tão longes,
aqui e além.
Sondo o oráculo, a lua filtra a solidão do
pergaminho
Mas, não se aflijam. O espírito em
diagonal é zen...
No celestial santuário das adjacências do
universo
Situando as órbitas da lua emersa no seu
crescente
Então, confiro a minha própria identidade
no reverso
Ao ser espírita adjetivo, reflexo do céu
confidente...
Tudo vem de Allan Kardec, vem do livro dos
espíritos
São perguntas e respostas cavalgando
reencarnações.
O belo da alma, a fé raciocinada na lei do
livre arbítrio
Em conformidade à seara do Mestre Jesus no
coração...
No exílio tão aplacado, mantenho das
palavras o báculo,
Com lucidez vigilante procuro o eco
elíptico, em verdade
Entre, formas e ideias, cor e som eu sinto
nos vocábulos
À sombra da lira o sol arisco galopando a
claridade...
Mas,
quero dizer-te que sou um peão de trecho qualquer,
Com
a janela debruçada para a vida. Na lida, eu ando na fé,
Do
Mestre Jesus, semeio a Tua Luz! Queres saber de mim?
De
peito aberto, a vida borbulha, palpita e brinca na essência,
A
faculdade mental em cima, meu coração é bondade e amor.
Na
doutrina de Allan Kardec, eu sou aluno de muitas vivências,
Do
livro dos “Médiuns”, em mim, a psicofonia, o doutrinador...
Intento
do Mestre Jesus por dedicação afetuosa! Claridade,
A
luz da Doutrina dos Espíritos, o farol da minha caminhada
São
reencarnações, perguntas, respostas! Signo: felicidade,
A
fé, humildade e a bondade aflorada desde vidas passadas...
Por
elas os meus sentidos e espírito progridem sem soberbas,
Sou
aprendiz das minhas heranças espirituais, a fé almeja.
O
livro dos Médiuns me traz a faculdade anímica, certeza,
Dai
de graça, o que de graça recebeu, a caridade me beija...
Se
o Mestre Jesus é o templo do Bem, na elevação intensa,
O
espírito é levado às encarnações despojado de vaidades,
E
na luz do amor, as atitudes é quem bendiz a fé extensa,
Ama,
crê no Mestre, e sê bendito! Cumpra-se Tua Vontade...
Mas,
o resultado do que fazemos nos espera mais adiante,
Na
fé inabalável, encaro a razão face a face do que errei.
Assim, conhecer, sentir, viver Kardec. Deus, cristo e
Caridade,
Nascer, morrer, renascer ainda, progredir sempre, tal
é a lei...
*Feira
de São Joaquim, fica em Salvador/Bahia.
É
a maior feira livre da América do Sul.
O
Sibarita
quarta-feira, fevereiro 14, 2018
ADEUS CARNAVAL
ADEUS
CARNAVAL
Tô
na depressão mamãe! Já foi, acabou o carnaval
Não
brinquei em serviço não! No olhar das felinas
Era
fissura, era quentura nas chamas deste bacanal,
Nos
desejos: pegação, delírios das moças concubinas...
Amor,
tô acabadinho! No bagaço do bagaço da folia,
Opraisso!
No olimpo, palco da folia e folia é solidão!
Viraram
cinzas os gozos, a cobiça morreu nas agonias,
Os
beijos nas bocas e os gozos transpiram na inanição...
Apagaram-se as últimas réstias de luzes, já é quarta-feira,
Amanhecendo... O bel-prazeres ainda aflorados. Oh, Baco!
Saem de cena: eu, o profano e as moças carnais por inteira.
Ébrio, rasgo minha fantasia de sibarita em mil pedaços...
Deixo estes versos de remissão para as donas meninas.
É que no Olímpio, o carnaval virou cinzas. E eu, o jogral
Desmonto o anfiteatro, limpo a coxia, fecho as cortinas,
E neste sétimo ato faço o hiato desses dias de bacanal...
Então, enfronho a bandeira do prazer... Faço o estorno
Dos amores frívolos e venais, queimo tudo, são cinzas!
Tenho, agora, nos lábios o sal do mar, o sol é tão morno,
No meu alforje nenhum brilho dos gozos das meninas...
Deixo para trás a falsa abundância das carnes atiçadas,
Das mundanas da Conceição e da Montanha... Evoé Baco!
E tudo que deixou de ser nos orgasmos das moças recatadas.
Eu, o Sibarita, devolvo o manto do bacanal! Desembarco...
Na luz de todas as cores, na cor do sol, molusco em chamas,
Ai meu Deus! Todo esse fulgor, agora, se esmaece, se apaga.
Os desejos e o bacanal navegam no mar ouriçado de escamas,
Evoé Baco! O carnaval virou cinzas boiando de vaga em vaga...
Agora, recolho-me à reflexão, ao perdão. Adeus carnaval profano!
Ah! Faço as minhas penitências em quarenta dias de abstinência,
Em vigília, jejuarei, nenhumas donas moças, esqueço o mundano,
Ai Jesus! Na via sacra ressurgirei purificado no domingo de ramos!
O Sibarita
segunda-feira, dezembro 04, 2017
A DONA DOS RAIOS
Iansã, Yansã ou Oyá é a Orixá dos fenômenos
climáticos. Ela é a força dos ventos, o poder da natureza, e aquela que surge
quando o céu se precipita em água e ventania. É a garra, a independência e
a força feminina.
HISTÓRIA DE IANSÃ
Conta o seu mito que um dia ela
ajudava Ogum na forja de metais com o objetivo
de fabricar ferramentas de trabalho, pois ambos queriam colaborar
na construção do mundo. Porém era parte de sua rotina também trabalhar
em armas para guerrear, pois os dois eram apaixonados por combate. Iansã era
uma ótima parceira de trabalho e a melhor companheira para Ogum por ser uma
guerreira livre. Juntos, eles adotaram Logunedé, que havia se perdido de sua
mãe Oxum, criando-o juntos por muito
tempo.
Certo dia, o Orixá Xangô foi visitar seu irmão Ogum
e encomendou algumas armas para a guerra. Assim que o viu, Iansã se apaixonou
por ele e abandonou seu antigo companheiro, deixando Logunedé para
ser criado apenas por Ogum.
Foi assim que ela se tornou uma
das três esposas de Xangô e com ele passou a coordenar as lutas e enviar seus
ventos para a limpeza do mundo, e também para anunciar a chegada dos raios e
trovões deste Orixá.
Mas não foi somente com Xangô que
ela viveu. Iansã percorreu muitos reinos e viveu com outros reis: Oxaguian, Exu, Oxóssi, Obaluayê, e o próprio Logunedé (que ela
criou como filho). O objetivo dela era conhecer e aprender absolutamente
tudo. Com Ogum ela aprendeu o manuseio da espada, com Oxaguian ela
aprendeu a utilizar o escudo para protegê-la de ataques inimigos. Exu a ensinou
os mistérios do fogo e da magia e Oxóssi a ensinou a caçar, a tirar a pele do
búfalo e a se transformar no próprio animal com o auxílio da magia. Ela seduziu
Logunedé, filho de Oxóssi e de Oxum e – com ele – aprendeu a pescar.
Oferenda para Iansã
IMPORTANTE: toda
oferenda deve ser orientada por alguém responsável do Candomblé ou Umbanda,
cada Orixá possui suas peculiaridades que devem ser respeitadas e guiadas por
quem os conhecem após anos de prática na religião.
Muitas são as formas de celebração e de oferenda para Iansã. Duas delas,
bastante importantes para o Orixá são o acarajé e o abará.
ACARAJÉ
A palavra acarajé ou àkàrà significa bola de fogo. Je significa comer.
Àkàrà-je é “comer bola de fogo”. Esse é um que tem uma origem interessante que
se relaciona ao mito da relação de Xangô com suas esposas Oxum e Iansã.
O acarajé é feito com feijão-fradinho que deve ser quebrado em um moinho
em pedaços grandes e colocado de molho na água até a casca se soltar. Depois,
quando já estiver sem casca, essa massa deverá ser passada novamente pelo
moinho até se tornar uma massa macia.
Ela deverá ficar com a aparência de uma espuma e deverá ser frita no
azeite-de-dendê. O primeiro acarajé de uma leva é sempre oferecido ao Exu.
ABARÁ
O abará possui a mesma massa do acarajé, porém, ele deverá ser cozido e
não frito. Deve-se acrescentar à massa cebola ralada, sal e duas colheres de
dendê.
É importante envolver a massa em pequenos pedaços de folha de bananeira,
cozer em vapor e em banho-maria e deixa-lo para ser servido na própria folha.
DIA DE IANSÃ
O dia de Iansã é celebrado em 4 de dezembro. E o dia da semana em que ela
costuma receber as festas em sua homenagem é quarta-feira.
CORES DE IANSÃ
As cores de Iansã são o amarelo e o vermelho. As contas de seu cristal podem ser vistas na cor amarela e o cor-de-rosa também é uma das cores que referenciam a Orixá Iansã.
As cores de Iansã são o amarelo e o vermelho. As contas de seu cristal podem ser vistas na cor amarela e o cor-de-rosa também é uma das cores que referenciam a Orixá Iansã.
Características dos Filhos
e Filhas de Iansã
Os principais estereótipos dos filhos de Iansã giram em torno da
personalidade guerreira, independente e com muita sede de saber que a própria
Orixá possui.
Os filhos de Iansã e as filhas de Iansã apresentam seus comportamentos
livres, amam a natureza, gostam de viajar e – como bons extrovertidos – gostam
de se divertir.
Muitas vezes são audaciosos, autoritários e também poderosos. Eles não
aceitam afrontas, e tentam intimidar os seus rivais com o dom da fala presente
em seus conhecimentos. Os filhos de Iansã não gostam de ser contrariados,
são ciumentos e podem até ser vingativos.
SINCRETISMO DE IANSÃ
O sincretismo de Iansã relaciona-se à Santa Bárbara. A Santa do
Catolicismo que ficou conhecida pelos ciúmes de seu pai, Dióscoro. O homem a todo custo tentava resguardar a filha dos pretendentes, que
desejavam pedir sua filha em casamento. Para evitar tal acontecimento, o pai
trancou a filha em uma torre. Nessa torre haviam duas janelas, e Santa Bárbara pediu a construção de uma
terceira para representar a Santíssima Trindade. Um dia, em sua cerimônia de
batismo, ela atraiu a ira do pai e fugiu do seu perseguidor.
Foi descoberta e denunciada por um pastor, capturada pelo pai e levada ao
tribunal completamente nua. Foi então que o milagre aconteceu. A Santa foi
vestida milagrosamente com um suntuoso manto. Porém ela acabou sendo morta pelo
pai, que foi fulminado por um raio assim que a matou. Aí encontra-se a
principal relação da Santa com o Orixá Oyá ou Iansã, tendo em vista que ela
também é invocada nas tempestades.
ORAÇÃO A IANSÃ
“Iansã, mãe e senhora dos ventos e
tempestades, das horas aflitas e das almas perdidas.
Dona de todas as direções.
Operosa divindade em prol dos desígnios
dos filhos de caídos sem norte e vontade. Piedade para nós, criaturas que
vivemos, à beira das tentações, dos abismos, alheios ao amor do pai Olorum.
Mãe,
empresta-nos tua decisão e tua coragem, para o encontro do nosso próprio ser. Daí-nos
um roteiro de esperança e triunfo. Erradicai a pobreza dos nossos sentimentos,
orienta-nos para a verdade, dentro do caminho de devoção ao supremo doador. Encoraja-nos
senhora dos raios, para que nossa própria mente, siga uma só direção: amar a
Olorum.
Êparrei
Iansã!”
SAUDAÇÃO A IANSÃ
Uma saudação muito utilizada
para a Orixá Iansã é Eparrey
Iansã. Essa saudação significa um “olá” com muita admiração.
Pode ser escrita também como Eparrêi.
Mulher de garra e decidida, essa Orixá não tem medo dos desafios e encara
qualquer obstáculo obstinada a vencer. Sua essência inspira coragem e fibra,
quem busca força encontrará essa energia nos braços de Iansã.
Pesquisa O Sibarita
quinta-feira, outubro 12, 2017
NÓS, OS BABACAS!
Nós, os babacas!
Então,
estamos combinados: Quer dizer que o Supremo Tribunal Federal delegou poderes
para a Câmara Federal e o Senado darem o aval para que qualquer um dos seus
membros possa ser afastado das suas atividades ou não! Mesmo com provas
robustas, indefensáveis, como é o caso do Senador Aécio Neves, ele não será
afastado, não perderá os seus direitos políticos se os Senadores disserem NÃO
ao Supremo! Com certeza o Senado dirá
não! O corrupto do Aécio Neves e todos os outros ficarão impunes, sempre, é
claro! E é assim é?
Ai,
há uma subversão de valores! Não é o Supremo que dá a última palavra? E como é
que agora esse mesmo Supremo pega os seus anéis intocáveis de sabedoria e do
alto das suas togas os entregam a Câmara Federal e ao Senado para confirmar ou
não, a sua própria decisão? Então, para que Supremo?
DISSOVA-SE!
-Ei, deixe de
onda...
-Onda?
-Sim! Para
dissolver o Supremo tem que ter aval deles os Senadores e Deputados! Você acha
que eles fariam isso?
-Ô, Não?
-Claro que não!
Se o Supremo, com os devidos respeitos, entregou os seus anéis ao Congresso
Nacional?
-Ah bom... (kkk)
Lastimo que a
Excelentíssima Presidente do STF,
ao proferir o seu voto de desempate a favor do Congresso Nacional tenha dito: “O Mandato não é de uma pessoa, mas de um
eleitorado”. Sim! E nós com isso? Nós, os eleitores não concordamos não! E
fomos ouvidos? Não, né? Então...
Ora, elegemos esses
políticos travestidos de honestos para nos representar com retidão e não para
nos ROUBAR ou MENTIR! E porque damos o mandato, eles não podem ser punidos? Não
e não! Somos trabalhadores honestos e como tal, se os políticos praticam atos
ilícitos tem que ser punidos sim! Agora, delegar a eles próprios se alto punir,
como? É um absurdo! O Congresso Nacional é uma casa com grande parte de
políticos malfeitores, então, acredita-se que eles vão cassar, se afastar dos
seus próprios mandatos?
O ELEITORADO É
FAVOR QUE PUNA, QUE CASSE TODOS AQUELES DESONESTOS, OU SEJA, CORRUPTOS!
Excelentíssima, desculpe-me, mas, somos a favor da MORALIDADE e não da
IMORALIDADE! Como é que o eleitor vai aceitar que o político desonesto não seja
punido porque o “MANDATO DELE NOS PERTECENTE” E pertence? Aonde! Se pertencesse,
a maioria dos congressistas estariam presos, atrás da grade, sem mandato e com
os seus direitos políticos cassados para sempre!
Essas CORJAS,
essas ALCATEIAS, essas RATAZANAS, RATOS DE ESGOTOS que ENXOVALHAM, ACHICANALHAM
e ROUBAM o povo brasileiro, NÃO PODEM e NÃO DEVEM ter o PODER DE DECISÃO de
ALTO SE PUNIR! Isso é o conto da carochinha, está vendo logo que isso não vai
ocorrer nunca!
Nós, os pobres
mortais, os eleitores, crescemos ouvindo que DECISÃO JUDICIAL se CUMPRE! E
agora? Pela decisão da nossa maior corte jurídica, os políticos por serem uma
espécie ESPECIAL estão fora dessa máxima! Então, sugerimos, que essa decisão
seja estendida para todo povo brasileiro.
É engraçado,
cômico e divertido! Toda essa decisão por que os Poderes da República são
independentes e harmônicos entre si. Significa em outras palavras que a
harmonia deve prevalecer sob o regime das atuações restritas a justa moldura
das competências e prerrogativas de cada titular em cada poder constituído.
É uma
pena, o Brasil de hoje, perdeu a sua identidade e referência social. E assim
vamos, os parlamentares que são os atores principais e o poder judiciário dão
exibições vergonhosas de suas sandices deploráveis nas ações de condução dos
mandatos e julgados. Tanto faz legislando ou julgando, é tudo a mesma coisa!
Ao
Rigor da lei: julgamento e sentença a cumprir só para os pobres viventes...
deputados, senadores e presidente da república? Aia aiaia...
Mas,
fazer o que? Se o povo anestesiado, concentra suas ações passionais nas áreas
mundanas das novelas, do carnaval e até do jornal nacional. Ou seja, nem ai para
mais nada! Assistimos passivamente, os gatunos da República, diuturnamente
assaltando, roubando e violentando os nossos direitos e o que fazemos? Nada! Não temos atitude...
Todos
sabemos quem são os deputados, senadores, governadores, ministros e o
presidente da república. São eles, os larápios, a farinha do mesmo saco. As
mentiradas ditas pelo chefe Temer e asseclas tenta enganar o povo como se a
economia melhorasse, em um país sério, eles todos já teriam caídos, mas, aqui
pergunta-se: cadê os panelaços?
Vem cá meu Deus, desça de novo, ouça nosso grito de socorro.
Pai, escuta a voz desse teu povo!
Você ai caro eleitor, coloque um nariz de palhaço e se olhe
no espelho! E ai?
O
Sibarita (Também é sociólogo para entender uma sociedade sem regras
claras que um dos pais da sociologia Émile Durkheim
produziu (num conceito do próprio Durkheim, "em estado de anomia"),
sem valores, sem limites leva o ser humano ao desespero. Preocupado com esse
desespero, Durkheim se dedicou ao estudo da criminalidade, do suicídio e
da religião. A
sociedade é definida como o meio social e considerada como aquilo que determina
os outros fenômenos. Durkheim insiste, com razão, no fato de que as várias
instituições, família, crime, educação, politica, moral, religião, são
condicionadas pela organização da sociedade.
É verdade que cada sociedade tem instituições, crenças ou
práticas morais que lhe são próprias, e que caracterizam o tipo a que essas
sociedades pertencem. Contudo, afirmar que as atitudes morais variam de um tipo
social para outro não significa que, conhecendo um tipo social, seja possível
determinar a moral que lhe convém. As concepções morais estão em conflito, e
algumas delas terminam por se impor. Em outras palavras, é preciso substituir a
noção de sociedade, unidade completa e integral, pela noção de grupos sociais,
que coexistem dentro de toda sociedade complexa).
QUALQUER SEMELHANÇA COM A NOSSA SOCIEDADE NOS DIAS ATUAIS, É
MERA COINCIDÊNCIA!
quarta-feira, setembro 27, 2017
SÃO COSME E SÃO DAMIÃO
A
festa é caseira, mas farta. Todos os anos, no mês de setembro, ela acontece em
milhares de lares baianos. Difícil imaginar uma mais sincrética. O “Caruru de
São Cosme e São Damião” homenageia os santos gêmeos da igreja católica, os
Ibêjis do candomblé e também as crianças. Tudo precisa ser feito no mesmo dia:
caruru, xinxim de galinha, vatapá, arroz, milho branco, feijão fradinho, feijão
preto, farofa, acarajé, abará, banana-da-terra frita e os roletes de cana. A
dimensão da oferenda é medida pela quantidade de quiabos do caruru. Cada um faz
como pode: mil, três mil ou até 10 mil quiabos. Quando a comida fica pronta,
coloca-se uma pequena porção nas vasilhas de barro aos pés das imagens dos santos,
ao lado das velas, balas e água. Depois, serve-se o caruru a sete meninos com,
no máximo, 7 anos cada. Eles comem juntos, com as mãos, numa grande gamela de
barro ou bacia. Só então é a vez dos convidados participarem da celebração.
A
história da devoção a São Cosme e São Damião é antiga e atravessam continentes.
Na Bahia, a fé nos santos irmãos ganhou importância principalmente pelo
sincretismo com Ibeji, o orixá duplo dos nagôs, que representa os gêmeos. A
mistura foi tão completa que ultrapassou a fronteira das religiões e classes:
católicos e adeptos do candomblé, ricos e pobres oferecem a mesma comida
sacrificial do candomblé às imagens dos santos cristãos. E mais, chega-se a
fabricar imagens dos santos que incorporam uma terceira figura – Doú – uma
corruptela de “idowu”, o nome dado, numa família nagô, àquele que nasce depois
de um par de gêmeos. “Sempre tidos como muito traquinas, os idou deram origem
ao ditado nagô: Exu lehin Ibeji – Exu vem depois dos Ibeji”, explica o
antropólogo Vivaldo da Costa Lima, em seu texto “Cosme e Damião no Brasil e na
África”.
Quem
assume a devoção aos santos e a obrigação de oferecer o caruru todos os anos,
geralmente tem um bom motivo. Há 25 anos, no mês de setembro, Joselita Bulhões
deu à luz a um dos seus filhos. Muitos moradores de Muritiba já estavam
envolvidos com as festividades para os santos, que incluía caruru e foguetes. A
criança, que tinha nascido com problemas respiratórios e peso excessivo – seis
quilos -, por ter engolido o líquido da placenta, foi imediatamente para o
médico. À noite, quando tinha retornado para casa, já à salvo da primeira
dificuldade que enfrentou no mundo, o bebê novamente correu risco de vida. O
vizinho da casa em frente resolveu soltar foguetes para homenagear os santos. O
primeiro deles quebrou uma telha da casa de Joselita e caiu sobre o travesseiro
onde o bebê dormia a poucos centímetros do seu rosto. Interpretando esses
acontecimentos como provas da intervenção dos santos irmãos, Joselita decidiu
oferecer, todos os anos, o caruru em homenagem a eles. Hoje adulto, o seu
filho, que também se tornou médico, como Cosme e Damião, faz questão de
colaborar para manter a tradição.
Na família do Mestre Curió, da capoeira Angola, a tradição do caruru vem dos antepassados.
“Começou
com meu bisavô, passou pra meu avô e depois pra meu pai, que parou porque
entrou para a lei de crente”. Além da vontade de prosseguir com a tradição
familiar, Mestre Curió decidiu “tomar essa responsabilidade” por uma
impressionante coincidência na sua vida: “Sou gêmeo, minha mulher é gêmea,
tenho um casal de gêmeos e minha mãe era gêmea”. O caruru, que ele oferece em
janeiro – mês do seu aniversário e do seu grupo de capoeira – acontece em três
etapas. A primeira é na academia Mestre Pastinha, com três mil quiabos. A
segunda, na academia dos Irmãos Gêmeos – para os sete meninos, alunos e
convidados. E, depois, em sua própria casa.
Oferenda,
sacrifício e obrigação.
Os
santos são católicos, mas a forma de homenageá-los é africana. Segundo o
antropólogo Vivaldo da Costa Lima, “os iorubás, em suas várias etnias, entendem
o sacrifício, o ebó, como a forma essencial da sua comunicação com os orixás”.
O caruru – dos Ibeji ou de São Cosme e São Damião “seria, então, mais do que
uma oferenda, mas um sacrifício: o que na Bahia, o povo-de-santo chama de
‘obrigação’, que tem um preço e custa dinheiro. É como se desfazer de algo
muito valioso”. Joselita Bulhões conta que, nesses 25 anos, pensou algumas
vezes que não fosse fazer o caruru, por causa de problemas financeiros, mas
sempre conseguiu manter a promessa. “Pra mim, eles são santos vivos: o que você
pedir, eles atendem. Uma vez, a situação estava tão difícil, que eu fiz uma prece
bem forte. Na mesma hora, meu marido entrou. Tinha conseguido um dinheiro, nós
mudamos de casa e eu fiz o caruru”, conta ela, que tem um pequeno oratório para
os santos na lavanderia de sua casa. Hoje em dia, oferece anualmente um caruru
completo e farto, com mais de dois mil quiabos escolhidos cuidadosamente na
Feira de São Joaquim.
Nas
últimas décadas, tem sido feita frequentemente uma associação entre os santos
católicos e os erês, que é um estado infantilizado do transe no candomblé. Por
isso, inclui-se a distribuição de balas, doces e refrigerantes nas homenagens
aos santos, especialmente no Rio de Janeiro. Mas são poucas as casas de
candomblé que fazem obrigações para os Ibeji, geralmente discretas e não
necessariamente em setembro. Outro detalhe é que não se tem notícias de
filhos-de-santo de Ibeji na Bahia.
I B E J I
Coisas
da Bahia
Todos
os dias, antes das 6h, quando acontece a primeira missa na Igreja de São Cosme
e São Damião, no bairro da Liberdade, já é possível encontrar pessoas na porta.
Pequena, simples, mas visitada durante o ano inteiro, a igreja precisa conviver
cotidianamente com o sincretismo que caracteriza a devoção a esses santos. “Só
na Bahia existem essas imagens com Doú. Quando as pessoas as trazem, nós
explicamos que não podemos benzer e elas trocam as imagens”, explica o padre
Ciro. Com muitos fiéis também em outros países, o padre lembra que existem
igrejas para São Cosme e São Damião em Roma e no Rio de Janeiro, e que existe
uma missa própria para eles na liturgia católica. O dia reservado para os santos
é 27 de setembro.
Para
os católicos, não há provas de que os santos fossem gêmeos. Conta-se que eles
eram irmãos, nascidos na Arábia e filhos de uma viúva. Formados em medicina, na
Síria, além das curas realizadas, pregavam o cristianismo. Por estarem
convertendo muitas pessoas e também por trabalharem gratuitamente, foram
perseguidos e condenados pelo tribunal de Lísias. Sofreram muitas torturas, às
quais sobreviveram, até que, em 303, foram decapitados. “Eles são santos muito
carismáticos, porque defendiam os humildes, curavam as doenças físicas, sem
nunca terem cobrado um centavo. Curavam, também, as doenças da alma”, comenta o
padre Ciro, explicando a legião de devotos que os santos conquistaram nos
últimos séculos.
Vitalino
dos Santos, 67 anos, que trabalha na Paróquia de São Cosme e São Damião desde
1957, já viu muitas formas de manifestação de fé. “As pessoas trazem velas para
acender e imagens para ficar na igreja”. Para ele, seja no caso de São Cosme e
São Damião ou qualquer outro santo, o mais importante é o exemplo que deixaram:
“Os santos foram pessoas como nós, que enfrentaram muitas dificuldades, mas com
força e coragem”.
Comida de sexta-feira
Seja
por motivos religiosos, gustativos ou nutricionais, o caruru é um prato sempre
presente na mesa baiana. Já é uma tradição: na sexta-feira, a maioria dos
restaurantes da cidade inclui o prato no cardápio. Em setembro, por causa do
caruru religioso, os comerciantes aproveitam para subir os preços dos produtos,
porque têm a certeza de que as vendas irão aumentar.
Na
Feira de São Joaquim, onde a maioria dos devotos se abastece, o preço do quiabo
varia a cada dia de setembro. Segundo o feirante conhecido por Toinho, as
vendas já foram bem melhores. “Agora todo mundo é crente, pouca gente dá
caruru. Antes, numa rua qualquer mais de 10 casas dava caruru”, afirma ele, sem
negar que o aumento das vendas ainda acontece. “Se normalmente eu vendo quatro
sacos por mês, em setembro, são oito ou 10 sacos de quiabo”, sintetiza o
feirante José Paes.
Sobre
os preços, a feirante Maria Lúcia Falcão explica: “Ontem, o cento estava por
R$2,00. Hoje está por R$1,50, porque entrou mais quiabo. Depois do dia 10, vai
para R$2,50 ou R$3,00”.
Alguns
usam só quiabo, cebola, sal, camarão e azeite de dendê. Outros acrescentam
castanha, amendoim, pimentão e tomate. Segundo a nutricionista Joseni França, o
caruru é mesmo um prato muito rico: “O quiabo tem muito ferro, mas um tipo de
ferro que para ser melhor assimilado precisa ser combinado com fontes de
vitamina C, como limão, tomate, pimentão. O dendê tem o betacaroteno, que o
nosso corpo transforma em vitamina A, boa para a pele e para os olhos. Já com
as castanhas e o amendoim, o prato ganha em proteínas e uma forma saudável de
gordura”.
CURIOSIDADES
Mas
por que caruru para sete meninos? Segundo a peculiar tradição afro-luso-baiana,
existiam sete irmãos: Cosme, Damião, Doú, Alabá, Crispim, Crispiniano e Talabi,
conta Odorico Tavares, em seu livro “Bahia – Imagens da terra e do povo”. - A fertilidade
das iorubás, que tem inclusive motivado pesquisas médicas, provavelmente é um
dos motivos da importância dos santos e orixás irmãos. A Nigéria, inclusive, é
o país com o maior índice de nascimento de gêmeos no mundo inteiro. - No modo
africano de homenagear os Ibeji e também outros orixás, o pedido de esmola para
a preparação da comida é um ponto fundamental. A mesma tradição já existiu na
Bahia, mas foi abandonada pela maioria das pessoas. Entretanto, ainda é
possível encontrar quem mantenha esse costume, inclusive fora da Bahia. -
Existem várias recomendações para quem faz o caruru, que cada um escolhe
obedecer ou adaptar. Quem oferece o caruru deve cortar o primeiro quiabo e,
depois de pronto, colocar a comida aos pés dos santos em vasilhas novas e fazer
um pedido. A galinha do xinxim não pode ser comprada morta. Durante a festa não
deve ser servida bebida alcoólica. E quem encontrar no prato um quiabo inteiro
deve oferecer um caruru no próximo ano.
Sugestões de leitura
LIMA,
Vivaldo da Costa. Cosme e Damião: o culto aos santos gêmeos no Brasil e na
África. Salvador: Corrupio, 2005. ____. Oferendas e sacrifícios: uma abordagem
antropológica. In:
FORMIGLI,
Ana Lúcia (Org). Parque Metropolitano de Pirajá: história, natureza e cultura.
Salvador: Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu/Editora do Parque, 1998,
p. 57-65.
TAVARES,
Odorico. Bahia: imagens da terra e do povo. Rio de Janeiro: Livraria José
Olympio Editora, 1951.
O
Sibarita/ Agnes Mariano
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