segunda-feira, setembro 05, 2016

I D Í L I O

I D Í L I O

É tão assim e nenhuma paixão agreste rejeita o lirismo,
Tachando o amor de fera como espira inútil de afeitos.
E sobre a página aberta deste idílio, o sentimentalismo,
Chega a qualquer aragem levando sopros e pretextos...

Mesmo aqueles negrumes suspensos nos céus acuados
Perpetrando as alongadas confissões noturnas amáveis.
Os desejos espreitam aquele jardim do amor indomado
Como se fossemos joguetes de paixões incontroláveis...

Em mim, começa o juízo final. Destas palavras, os confins!
Sem nenhum ar rarefeito advindo, as chamas que dançam
Não sabem se o dia seguinte trará as promessas dos afins,
O Sol e a luz consoladores em desejos que nos alcançam...
E batem em nossas portas, arfando, o sargaço desta paixão,

Manuscritos debruçados, olhares, os enigmas desta poesia.
A mística do descrever, acesso, câmara ardente do coração,
Palmilhando o facho de fogo, porquanto, o texto nos espia...

Doador de confissões, a escrita semovente brilho da alcova.
Com os olhos de outrem, o lembrete da paixão vira desejo,
Preparando-se para longas confidencias noturnas e renova
O idílio consolador nós volvendo. Afeto posto, amor aceso...

O Sibarita

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sábado, julho 02, 2016

LORDE COCHRANE e a INDEPENDÊNCIA DA BAHIA

Lorde Cochrane

por Vasco Mariz
O brasileiro que visitar a abadia de Westminster, em Londres, ficará surpreso ao ver o vistoso túmulo de um lorde escocês chamado Thomas Cochrane, onde se lê com destaque que ele foi Marquis of Maranham. A curiosa inscrição é uma tradução para o inglês do título de marquês do Maranhão, outorgado por ninguém menos que D. Pedro I, primeiro imperador do Brasil. Mas como este que até hoje é considerado o maior herói naval da Escócia veio parar nos trópicos?

Thomas Alexander Cochrane, 10º conde de Dundonald e marquês do Maranhão, nasceu em Annsfield, perto da cidade de Hamilton, na Escócia, em 14 de dezembro de 1775. Passou a juventude na cidade de Cullross e aos 17 anos se engajou na marinha real como guarda-marinha. Durante as guerras de Napoleão contra a Inglaterra ele demonstrou tanta ousadia em operações navais que os franceses o apelidaram de loup de mer (lobo do mar). No entanto, suas espetaculares atividades navais não agradavam ao almirantado britânico por sua frequente desobediência. Além disso, sua excessiva popularidade despertava ciúmes e inimigos.

 Nesse ínterim, famoso em seu país, Thomas se candidatou ao Parlamento e da segunda vez que disputou um pleito foi eleito. Teve a ousadia de bater-se contra a corrupção na administração naval, e essa atitude intransigente lhe rendeu muitos inimigos influentes, que acabaram acusando-o de atividades fraudulentas e especulação na bolsa. Foi condenado em 1814 e ficou dois anos preso. Retiraram-lhe o título nobiliárquico e foi desligado da marinha real. Sua carreira, que se anunciava brilhante, parecia encerrada.

Em 1818, Cochrane aceitou trabalhar para a marinha chilena nas guerras de independência desse país e do Peru e, em pouco tempo, conseguiu várias vitórias e afundou diversos navios espanhóis. Suas operações navais asseguraram a independência dos dois países, onde até hoje é reverenciado.

Sabedor de sua atuação brilhante nos mares do oceano Pacífico, o ministro brasileiro das Relações Exteriores José Bonifácio de Andrada e Silva aconselhou o jovem imperador D. Pedro I a contratá-lo e convidou Thomas Cochrane para entrar para o serviço do governo brasileiro por meio de uma carta enviada em 13 de novembro de 1822, isto é, pouco depois da nossa independência.

O convite foi aceito. Cochrane partiu de Valparaíso, no Chile, em 17 de janeiro de 1823 e chegou ao Rio de Janeiro em 13 de março. O decre-to imperial de 21 de março de 1823 formalizou o acordo, e ele assumiu o comando em chefe da esquadra brasileira com a pomposa patente de primeiro-almirante, caso único em nossa história naval.

Uma vez contratado, Cochrane passou a organizar uma expedição para combater as tropas portuguesas que resistiam à independência na Bahia e no Maranhão. A esquadra era formada por uma nau capitânia, a D. Pedro I, três fragatas, duas corvetas, quatro brigues e três escunas, nem todas em bom estado.

A viagem à Bahia não foi fácil, pois os militares brasileiros não tinham prática de navegar. Em 28 de abril estavam à vista de Salvador e a esquadra preparou-se para o combate. Após a primeira escaramuça com os navios portugueses, percebendo a superioridade inicial do inimigo, Cochrane retirou suas embarcações para perto da ilha de Tinharé, fundeadouro bem abrigado, e os lusitanos desistiram de persegui-los. De parte a parte, não havia muita disposição para combater.

A situação piorou para a cidade, pois Cochrane apresou todos os navios de abastecimento que se aproximavam da baía e chegaram notícias de que um exército imperial se aproximava por terra. O almirante foi ousado e atacou os navios portugueses em seu fundeadouro, causando confusão. Afinal, o comandante luso, general Madeira, desistiu e embarcou suas forças nos navios portugueses, forçando o bloqueio para passar pelos navios de Cochrane.

O almirante perseguiu-os sem entusiasmo, apresou uns poucos barcos e contentou-se com isso. Ninguém tinha mesmo muita vontade de lutar. Se o tivessem feito, a adesão da Bahia ao Império do Brasil não teria sido realizada no dia 2 de julho de 1823. O almirante Max Justo Guedes, grande historiador da nossa marinha, deu mais importância à vitória: “Pode-se afirmar em conclusão que, nas águas da Bahia e em pouco mais de dois meses, um grande marujo e seus valentes comandados asseguraram a independência do Brasil”.

domingo, maio 01, 2016

PRIMEIRO, MAIO!

Praia de Jauá

PRIMEIRO, MAIO!
Dona Dulce, (Em memória) é nosso aniversário!
À minha mãe que chegaria aos noventa neste maio primeiro,
Envio-te vibrações por aquelas estrelas que brilham no céu.
Ao espírito de luz que em ti contém: O meu amor verdadeiro
Em lágrimas de saudade caindo -uma a uma- no mar de Jauá...
Ao meu pai o Sr. Anísio que este ano não está entre nós
Celebrando. Lembra-se? Envio-te orações daqui de Jauá
E sigo o teu sol, princípio do bem. Ainda, ouço a tua voz,
Saudoso, lembro teu riso. Aqui agora, gotas no meu olhar...

Ó Deus! É meu aniversário, rapidinho, eu me renovo.
Bondade e lucidez, fé intensa, absoluta. Ah, perdura
O mês de Maria e de alegria em que do tempo inovo
Nos amanheceres dos aniversários da velhice futura...
Faço aqui as minhas vontades deste maio, primeiro!
É sim, encontro-me em pleno vigor físico e intelectual,
Meu Deus, obrigado! Nesses anos de tantos janeiros
Continuo o mesmo homem simples, vulgar e especial...
Na densidade, o meu íntimo substrato é a claridade
Nutrida pela luz interior acesa ou no tudo habitado
Sempre se perfazendo resoluto no charme da idade
Do amor à vida, dos sonhos num céu azul, cifrado...

Signo de touro: desfilam fontes, jardins no meu olhar
Florescendo, regando o racional que a mente conduz
Nos afrescos românticos do tempo na tela do sonhar
Que se revigora num sol amaranto e aí a própria luz...

Jorrando, adentrando na silhueta curvada das estações
Ao tempo da idade, então, crê e acreditar a vida ensina.
A fé, a caridade, a bondade e o perdão, sinos do coração,
Respiro, assim, a Doutrina Espírita por inspiração Divina...
Procuro arfando os velhos tempos nesse dia de aclamas,
Conviver, criar a síntese dos sessenta e pouco sob os céus.
É começar, agora, no sumo dos versos, da vida, da chama,
O viver na inflexão das auroras e crepúsculos sem véus...

Auroras/crepúsculos espelham sol e lua nos francos
Com o tempo correndo voraz, seguindo no seu tropel
Nesse gira mundo sem fim a verter aprumos e prantos,
Espectro da vida percorrendo. Ó diversão doida e cruel.

Tão menos que a silhueta. O tempo é carrossel, avaria,
Mostruário de poentes cinzas e laivos, se torna insano.
É sombra e luz na imagem branda e esquiva dos dias
No olhar de olhos vítreos na esquina dos meus anos...
E comigo: os meus filhos, amigos (as) e os meus irmãos,
As moças, as sereias do mar, da terra e as sereias do céu.
E comigo: o mar de Juá, a lua e a musa em um só coração
Nas fragrâncias e nos desejos dos corpos largados ao léu...

O Sibarita

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sexta-feira, abril 22, 2016

22 DE ABRIL DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Descobrimento do Brasil

Contexto histórico 
O Descobrimento do Brasil deve ser entendido dentro do contexto das Grandes Navegações e Descobrimentos Marítimos (séculos XV e XVI). Portugal e Espanha eram as nações mais poderosas do mundo e se lançaram ao mar em busca de novas terras para explorar. Usavam também o mar como rota para chegar as Índias, grande centro comercial da época, onde compravam especiarias (temperos, tecidos, joias) para revender na Europa com alta lucratividade. 

A chegada dos portugueses ao Brasil  
O Descobrimento do Brasil ocorreu no dia 22 de abril de 1500. Nesta data as caravelas da esquadra portuguesa, comandada por Pedro Álvares Cabral, chegou ao litoral sul do atual estado da Bahia. Era um local que havia um monte, que foi batizado de Monte Pascoal.

No dia 24 de abril, dois dias após a chegada, ocorreu o primeiro contato entre os indígenas brasileiros que habitavam a região e os portugueses. De acordo com os relatos da Carta de Pero Vaz de Caminha foi um encontro pacífico e de estranhamento, em função da grande diferença cultural entre estes dois povos.

Primeiros contatos com os indígenas  
Cabral recebeu alguns índios em sua caravela. Logo de cara, os índios apontaram para objetos de prata e ouro. Este fato fez com que os portugueses pesassem que houvesse estes metais preciosos no Brasil. Neste contato os portugueses ofereceram água aos índios que tomaram e cuspiram, pois era água velha com gosto muito diferente da água pura e fresca que os índios tomaram. Os índios também não quiseram vinho e comida oferecidos pelos portugueses.
Neste contato, que foi um verdadeiro “choque de culturas”, houve estranhamento de ambos os lados. Os portugueses estranharam muito o fato dos índios andarem nus, enquanto os indígenas também estranharam as vestimentas, barbas e as caravelas dos portugueses.

No dia 26 de abril, foi celebrada a primeira missa no Brasil, rezada pelo Frei Henrique de Coimbra. Após a missa, a esquadra rumou em direção as Índias, em busca das especiarias. Como acreditavam que a terra descoberta se tratava de uma ilha, a nomearam de Ilha de Vera Cruz (primeiro nome do Brasil).

 Polêmica: Descobrimento ou chegada?
Quando usamos o termo “Descobrimento do Brasil” parece que nossa terra não era habitada e os portugueses foram os primeiros a encontrá-la. Desta forma, desconsideramos a presença de mais de cinco milhões de indígenas, divididos em várias nações, que já habitavam o Brasil muito tempo antes da chegada dos portugueses.  

Portanto, muitos historiadores preferem falar em “Chegada dos Portugueses ao Brasil”. Desta forma é valorizada a presença dos nativos brasileiros no território. Diante deste contexto, podemos afirmar que os portugueses descobriram o Brasil para os europeus.  

Principal fonte histórica  
A principal fonte histórica sobre o Descobrimento do Brasil é um documento redigido por Pero Vaz de Caminha, o escrivão da esquadra de Cabral. A "Carta de Pero Vaz de Caminha" a D. Manuel I, rei de Portugal, conta com detalhes aspectos da viagem, a chegada ao litoral brasileiro, os índios que habitavam na região e os primeiros contatos entre os portugueses e os nativos.
Curiosidade: 
- A esquadra de Cabral contou com aproximadamente 1400 homens. Eram marinheiros (maioria), técnicos em navegação, escrivão, cozinheiros, padre, ajudantes entre outros.

O Sibarita
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sexta-feira, abril 01, 2016

ABSTRATO

Abstrato

Meu bem, sim, sei, te mando notícias
Requentadas nestes versos tão carentes
Que por certo e por tudo são relíquias
Pelo olhar absorvido das tuas lentes...

É que caminho mesmo na monotonia
Dos passos e outras receitas do amor
Em mutações na variação das agonias
A cada verso brotado como dor/flor...

Não sei olhar as coisas do teu presente
E assim, sigo e refaço o que já está feito
Ruminando desta temporada iminente
Em que só sei escrever a teu respeito...

E sobre faíscas/carícias dos meus alheios.
Estes são apenas os meus singulares temas
Como sol novo e céu azul dos teus esteios
Reinventando palavras cruas deste poema...

Mas, amor, há quanto tu desafias o tempo
Quando a noite chega e a luz do luar é fria?
Há quanto esperas o fim do mesmo tempo?
Choque de negror, o amor rediz o que dizia...

O Sibarita

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sexta-feira, março 18, 2016

BRISEIDA, AFRODITE...

Briseida, Afrodite...

Roubo-te os lábios, neles, me afogarei no favo de mel
Sorvendo os desejos aflorados dessas tuas labaredas
E tua pele aprenderá da minha: aroma e maciez e céus
Num leito onde se entregaram todas as tuas deusas...

Da tua vontade dormirás comigo incendiada no amor
Sim, virás: é um leito de rosas com lençóis de jasmim
Ao qual moldaremos a toda forma dos nossos corpos
No sol das auroras brotadas dos céus de mim e de ti.

Assim, no que se revelará nascerão noites encantadas
Em reflexo num espelho de fundo, quarto em chamas
No Sussurro aos teus ouvidos na lascívia das palavras...

Haverá volúpias convergidas, excitadas em plena cena
Quando se entregares aflorando todas as tuas fêmeas
Evoé deusas! Penélope, Afrodite, Briseida, Madalena...

O Sibarita

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domingo, fevereiro 07, 2016

É CARNAVAL!


Já é Carnaval...

Ah, tá rebocado minha Iaiá, já é carnaval na cidade.
Do Campo Grande à Ondina o coro come na Bahia!
Transmuto-me ao profano das moças na liberalidade
Dos ensejos aflorados... Ai meu Deus! É só alegria...

Evoé, no coração daquela menina de abadá do camaleão
Coloco o meu manto de Sibarita, estou livre, leve e solto.
Sobre os teus seios de deusa os meus olhos de navegação,
Vixe mainha! Embarco, caio na gandaia e mostro o rosto.

No fogo do querer, atiro-me nas chamas, entro em cena
Deito e rolo, embolo e me entrego na cobiça desta folia.
Nas fronteiras do infinito: Eu, o luar e a moça obscena
Balançando o chão da Avenida na plenitude das orgias.

Ah, os teus beijos, fogo dos demônios ao som da Chiclete.
Gemidos, tremores e eu sorvendo dos teus lábios o aroma
Dos desejos e, no meio da multidão, vamos pintando o sete
Rolando pelas ruas desta cidade na vertigem de Sodoma!

E vamos nós, circuito Barra/Ondina, é como o diabo gosta.
Ah, eu sinto os gozos jorrarem nas chamas deste carnaval,
Ai! Na delicia o céu que nos cobre brota uma lua em tochas.
Valha-nos Deus! Como o mundo fútil no olor deste bacanal!

O Sibarita

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segunda-feira, fevereiro 01, 2016

SALVE 02 DE FEVEREIRO, IEMANJÁ!

Caro leitor ouça a música hino a Iemanjá "É DE OXUM" composição:
Geronimo Santana e Vevé Calazans, cantada pelos próprios.
Desliguem a Rádio Humaitá ao lado.

IEMANJÁ

Ô Fia, tô no Rio Vermelho, é festa da dona do mar,
Fiz pedidos e por aforismo os seus também, Alodê!
Vaidosa, poderosa, dona das cabeças, salve Iemanjá!
Com os presentes no barco, mando beijos para ôce...

Preta, estou de espinhela caída na nata dos desejos,
O sincretismo religioso da festa de Iemanjá, fogaréu.
Nos meus patuás e minhas vestes brancas, o ensejo,
Toques dos atabaques repicam quereres no azul céu...

Ô nega da alma fresca, cheia de assuntos, toda petitosa.
Aqui, o sol do Rio Vermelho se refresca no mar, Odoyá!
Ouriçadíssimas vontades plenas neste aromal de rosas
Arqueja a bem aventurança aos filhos (as) de Iemanjá...

Mar de almirante e nele a fé, os pedidos, os presentes,
Vejo, participo de perto a colossal procissão dos barcos.
A moça que mora no mar é vaidosa, amorosa, no alente,
Não faz distinção, tudo é uma coisa só, o pobre, o farto...

Nos teus cabelos tem o céu com muitas luas iluminando,
Olhos consoladores, espelho de todo bem, diva do amor!
A essência! Além dos mares, além dos rios, dos oceanos,
Odoyá, Iemanjá! Com a candeia nas mãos, Ora yê yê ô!

Neguinha, estou com os poros à flor do desejo que afoga,
Os desejos mundanos nos olhos daquela moça inocente.
Ao tudo da sedução, fogueira, em que o amor venal roga.
No aqui da festa de Iemanjá em que sou muito serpente...

O Sibarita

BAIANÊS

Ô Fia – Ô menina.
Tô – Estou.
Rio Vermelho – O bairro mais boêmio de Salvador, onde é feita a festa de Iemanjá.
Ôce – Você
Preta – Carinhosamente chamando uma mulher.
Estou de espinhela caída – Estou pasmo.
Patuás –  Amuleto da sorte.
Ô nega – Carinhosamente chamando uma mulher.
Alma fresca – Jovial, jovem.
Cheia de assuntos – Mulher que conversa muito, tem muita conversa.
Toda petitosa – Toda gostosa.
Aromal de rosas – Perfume de rosas.
Mar de Almirante – Mar sereno, calmo para navegar.
A moça que mora no mar – Iemanjá.
Neguinha – Amorosamente chamando uma mulher.
Moça inocente – Mulher da vida, mundana.
Muito serpente – Muito desejoso.

O Sibarita

SOBRE IEMANJÁ

Iemanjá, Orixá feminino (divindade africana) do Candomblé e Umbanda. O seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Mãe-d'água dos Iorubatanos no Daomé, orixá fluvial africano passou a marítimo no Norte do Brasil.

No Brasil, a deusa Iemanjá recebe diferentes nomes, dentre eles: Dandalunda, Inaé, Ísis, Janaína, Marabô, Maria, Mucunã, Princesa de Aiocá, Princesa do Mar, Rainha do Mar, Sereia do Mar, etc.

Iemanjá é a padroeira dos pescadores. É ela quem decide o destino de todos aqueles que entram no mar. Também é considerada como a “Afrodite brasileira”, a deusa do amor a quem recorrem os apaixonados em casos de desafetos amorosos.

No dia 2 de fevereiro acontece em Salvador, capital do Estado da Bahia, a maior festa popular dedicada a Iemanjá. Neste dia, milhares de pessoas trajadas de branco fazem uma procissão até ao templo de Iemanjá, localizado na praia do Rio Vermelho, onde deixam os presentes que vão encher os barcos que os levam para o mar.

No Rio de Janeiro as festas em honra de Iemanjá estão relacionadas com a passagem de ano.

Nos candomblés fiéis às origens africanas, o culto é prestado em locais fechados, nos atuais o culto é ao ar livre, prestado no mar e nas lagoas, sendo Iemanjá muitas vezes representada como sereia.
Os devotos levam para o mar vários presentes que são tidos como recusados quando não afundam ou quando são devolvidos à praia.

Dentre as diversas oferendas para a bela e vaidosa deusa, encontram-se flores, bijuterias, vidros de perfumes, sabonetes, espelhos e comidas. O ritual se repete em outras praias do Brasil.

As celebrações a Iemanjá também acontecem em 15 de agosto, 8 de dezembro e 31 de dezembro.

IEMANJÁ E MÚSICA
Existem várias músicas que são feitas em homenagem a Iemanjá. Exemplo disso é a música "Iemanjá" do grupo musical Chimarruts, uma banda de reggae do Rio Grande do Sul.

IEMANJÁ E SINCRETISMO
No sincretismo religioso, Iemanjá corresponde a Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora das Candeias, Nossa Senhora da Piedade e Virgem Maria.