quinta-feira, julho 03, 2008

PARABÓLICA

Parabólica

Sobre os cascos de lembranças feitos em pedras
Corri mundo, conectei-me em ti, pelas parabólicas
E das telas dos teus olhos saltei de pára-quedas...

Valha-me Deus! Eu não sou de academias poéticas
Mas, escrevo sempre com o nada, o nada rebuscado
Em que as minhas palavras vão além das simétricas
Sob o sol terroso de chuva rude num céu adejado...

Mas, não sei, sei? É, o que eu sonho não me sonha,
A estação é azul no sonho, onde, a seiva eu sorvo
No fanal amorfo da noite que o teu tempo enfronha,
Só me restando desérticos versos de olhar estorvo.

Mas sei, as cinzas são destroços, sobras do incêndio
Cegando o horizonte nos resíduos dos sonhos férvidos
Que trafegam pelos debruns dos dias no compêndio...

O que se cruzou: brotou, vibrou, tombou, morreu
Banhado em mil e um desejos nas manhãs fecundas
Do amor petrificado no coração que se escafedeu...

O Sibarita

18 comentários:

Corações & Segredos disse...

Oi seu mininu!!
Deu piripaki mas voltei,,rssss
Beijinhos de saudades!

Déa disse...

O amor não apodrece... AS vezes ele pode até morrer, mas sempre fica lebrança dos momentos bons...

Criatura! Agora quem sumiu foi tu! Parece jogo de gato e rato! Rsss
Hoje voupara Salvador, amanhã a gente se fala.
Super beijos

Bandys disse...

Oi Sr. Sibarita...kkk

O que se cruzou: brotou, vibrou, tombou, morreu
Banhado em mil e um desejos nas manhãs fecundas
Do amor apodrecido no coração que se escafedeu...


O amor não morre nem apodrece. Transforma-se.
Lindo poema! Assim mesmo gostei.

Um abraço e um beijo

Manuela Fonseca disse...

O amor renova-se a cada instante de um olhar.

Gostei deste poema!

Beijinhos***

Olhos de mel disse...

Oie lindinho, que belos versos, apesar de envoltos em tristezas. Fica assim não. A natureza não dá saltos e quem sabe, ainda não chegou o dia? Não desanime sem tentar. As vezes pensamos estar no caminho certo e algo acontece pra nos mostrar, que nem era tanto assim. Recolha a lágrima, que insiste por cair e com um leve sorriso nos lábios, descobrirá, quanto coisa maravilhosa poderá fluir.
Linda demais!
Bom fim de semana! Beijos

instantes e momentos disse...

Em diversos blogs que visito, encontro seus comentários. Me deu curiosidade em saber como seria o seu. E vim aqui, e gostei. Muito bom teu blog.
Parabens
Maurizio

mundo azul disse...

Muito bonito tudo por aqui!
Gostei!
Beijos de luz...

Kátia disse...

O Amor! Esse danado que brinca de pega pega conosco quase sempre.E que nesse brincar,jamais se cansa--tal qual uma criança(rimou)que não deixa de inventar coisas e que é sempre dinâmica e não pára quieta.
Esse mesmo,que por não parar,jamais deixa-nos.Não adoece,não apodrece,não morre.Está sempre em nós,por nós e para nós.
Bom é sentí-lo e gritar ao mundo o que se sente.
Adorei ver mais uma nuance amorosa por aqui.
:)

Lucia disse...

Sibarita:

O que eu sonho não me sonha... Eita constatação que dá nó na nossa alma. Mas sabe, estou aprendendo que se o que sonho não me sonha é porque, talvez, eu esteja sonhando pequeno demais.
Pense nisso, meu amigo.
Beijos

Deusa Odoyá disse...

oi meu querido Sibarita.
quem disse que o amor morre assim.
o amor cada vez mais se renova e se vive intensamente.
O amor é como uma plantinha quanto mais se rega, ela cresce e se multiplica, atinjindo cada vez mais as profundezas de nossas almas.
Acorde para esse amor dê luz a sua imaginação e viva intensamente, deixando seu coração vibrar dentro do seu ser, deixando ver, que não é um sonho , realidade linda e iluminada , em seus caminhos.
Beijos fiô.

Regina Coeli.

paula barros disse...

Minha parabólica deve estar com mau sinal. "o que eu sonho não me sonha"

Ou até com sinal demais, tá pegando canal que não devia.

Home pelo amor de Deus, as telas da minha vista não estão acostumadas com palavras tão rebuscadas. Cheias de requintes.
Isso é para eu ficar aqui dias e dias né fio, lendo tu, e tentando achar o coração que se escafedeu?

Fio, o meu coração cadê? Se escafedeu junto com o teu foi?

beijos

Menina do Rio disse...

Tanta coisa há nesse nada, rebuscado. As sobras do incendio, o vento varre para longe, deixando apenas os desejos nas manhãs...

Um beijo meu bahiano preferido

Bom final de semana pra tu

biazinha disse...

O sinal dessa parabólica anda a pegar no tranco.
Essa cabrão tá apaixonado, arre égua!
Hey, o amor não se escafede ele apenas se transforma...fugaz é paixão.

Beijos.

Pipinha disse...

Olá amigo, tenho andado um pouquinho ausente, andei de volta do diário das minhas viagens, a terminar de editar mais uma viagem que fiz. Se quiseres, passa lá para ver. Hoje guardei um tempinho para vir deixar um miminho nos blogs que gosto.
"O que se cruzou: brotou, vibrou, tombou, morreu
Banhado em mil e um desejos nas manhãs fecundas
Do amor petrificado no coração que se escafedeu..." Gostei muito dessas frases , lindoooo ;)
Deixo-te um abraço, um sorriso e o desejo que tenhas um fim-de-semana com muito carinho, paz e alegria.
Beijinhos.

Etelvina de Oliveira disse...

Miguinho,

Graças a essas parabólicas nos conectamos
Confesso que cai de pára-quedas na tela dos teus textos
Adorei

O resto (dos versos) não entendi muito. kkkkkkkk
Mas, resumindo...

Que nossos sonhos nos envolva, nos incedeie e nos cegue
E que nossa amizade, que brotou,
possa dar frutos
E mesmo que morra, permaneça

Viu, só?

nem eu me guento

um beijo lindinho

Anônimo disse...

Oi, querido Sibarita. Obrigada pelas dicas do meu blogger. Graças a você já consegui incluir muitas imagens e outras tantas coisas. Obrigada também pelos comentários. Amei o seu poema! Não sei porque...mas entendo-o direitinho...rsrsrrs.
Beijão.
Sylvia

Anônimo disse...

Oi, querido Sibarita. Obrigada pelas dicas do meu blogger. Graças a você já consegui incluir muitas imagens e outras tantas coisas. Obrigada também pelos comentários. Amei o seu poema! Não sei porque...mas entendo-o direitinho...rsrsrrs.
Beijão.
Sylvia

Oliver Pickwick disse...

Uma poesia escrita praticamente com a utilização de metáforas. Não é para qualquer um, Sibarita. Inovar é preciso.
Um abraço!