quinta-feira, março 27, 2008

FLECHA, SOL E LUZ

Flecha, Sol e Luz

Cabelos de ouro e cobre sobre os lençóis,
Água navegante, mar que aporta em mim.
Sei, é preciso navegar e navegarei até ao sol
Para encontrar essa luz que brilha em ti...

Acerco-me de ti polindo o lampadário do amor
Mas, é necessário conhecer o próprio sentimento.
Falar-se-á dos destinos, da primavera em flor
Debruando na cerração encabulada do tempo...

No horizonte profundo ajunta os sóis de fogo
Tentando decifrar códigos que nos envolvem
Quando os dias movem-se por entre os rogos
Dos desejos que o canto da distância dissolve...

E nessa luz que corre/escorre pelos os teus poros
Cavalga a lua crescente e o sol no lume trigueiro
Bronzeando desejos dos teus seios de asteróides
Sempre imersos no mar moreno do meu peito...

Na luz difusa quando o crepúsculo cai na horizontal
A noite abre as asas na transcendência da imaginação
E no teu corpo: os toques e ângulos, camélias e coral.
-Valha-te Deus! Flecha e sol fincados no teu coração...

O Sibarita

14 comentários:

O Sentir dos sentidos disse...

Siba Querido...

Que poema lindo...este que corre- escorre por linhas tão bem traçadas.É o Poeta que lança a flecha do amor...no coração do mundo...de quem ama o amor em versos.

Adorei! Obrigado por nos ofereçer sentimentos tão belos e intensos.

Beijo.......

Pena disse...

Estimado Amigo:
Um poema magnífico. Palavras elaboradas docemente para alguém feminino lindo e que vive de pureza. Que é normal.
Oxalá, ela conquiste o seu coração.
Merece pelo imenso talento e felicidade da sua magnífica entrega e sentir ternos.´Ela só pode ouvir e entender a beleza que contém esta mensagem de enamoramento sentido e profundo.
Só pode.
Escreve com maravilha e talento.
OBRIGADO pela visita. Gostei muito, creia. É um Ser genial.

Abraço amigo com estima.
Respeitosamente

pena

São disse...

O poema está lindo, de verdade.
Bom final de semana.

Fernando disse...

Sibarita, meu querido, posso até estar enganado, mais este poema talvez tenha sido um dos mais belos que li dentre os teus.

Ou então talvez tenha gostado tanto por tê-lo achado menos subjetivo aos outros. Sou burro, poeticamente falando. Pra entender poesia tenho que lê-la no mínimo umas quatro vezes e interpretar outros milhões. E desta vez não precisei fazer isto.

Parabéns mesmo. Lindíssimo a forma de descrever um amor tomado em tuas mãos. Isto é, se minha interpretação não me enganou.

E quanto aos linques que me mandou, daqueles textos antigos, acho que enviou errado, pois nenhum deles é o João Palafitas.

Abraços!

Fátima disse...

Amigo,

Que belo poema!
É sempre bom navegar para a luz da felicidade!

:-) Beijo

Déa disse...

Siiiiiiiiiiiiiiba!!! Vim fazer propaganda: não deixe de ir asiistir no Teatro Módulo a péça "O Indignado". O texto é de um grande maigo meu! Beijos e espalhe a notícia!

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá meu querido amigo Sibarita, lindíssimo poema... Parabéns!!!
Beijinhos de carinho,
Fernandinha

R Lima disse...

Meu caro conterrâneo.. como andam as coisas?

Sumistes em pessoa.. mas deixastes em palavras...

É nessa onda que me vejo.. nesse passo que me adianto.

Sua forma intensa de demonstrar o bom do sentido que tanto incorporo, vivo e falo.

Abçs e some não cumpâde..r...ss




Texto de hoje: aI daQuEles...

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Pena disse...

Escreve com um coração gigante o que vai em si.
GIGANTE no sentimento, no Ser/Estar.
As palavras complexas fazem-se ouvir com encanto, com ternura pelo sexo feminino, como é óbvio e sensato.
Parabéns sinceros!

Abraço Forte de estima
O Amigo

pena

Tem um talento imenso e uma forma peculiar de ver e gostar do mundo das pessoas. Isso é bom. Muito bom!

Fátima disse...

Oi Sibarita,

Brigados pelas suas palavras no meu cantinho.

As melhoras do seu pai. Força amigo!

:-) Beijinhos

Luíza disse...

ó quanto tempo! passei pra deixar um oi e dizer que ainda venho aqui, não esqueci dos teus poéticos textos =)
Beijo grande Sr. Sibarita

Bruxinhachellot disse...

"A noite abre as asas na transcendência da imaginação"
Lindo!

Beijos desejosos.

Oliver Pickwick disse...

"Cabelos de ouro e cobre sobre os lençóis..."
Descobriu a fonte dos versos inebriantes, Sibarita. Amoroso e sutilmente sensual. Epicuro o consideraria o seu poema de cabeceira.
Axé!

Anônimo disse...

Obrigado por Blog intiresny