sábado, outubro 17, 2015

CAPITAL

Capital

Sabe meu amor? Ando com esse texto a tiracolo,
Querendo situar desejos no sentido ante horário
Dos versos em definições das letras que enfloro,
Ao avesso, escrevo sem decifrar o teu itinerário...

Interjeição, exclamação, interação ou Pretexto?
A palavra cria o real ou surreal? Será realidade?
Estratagema concreta, lábia! Abstratizo o texto
Revelando a razão ou o conjunto de veleidades?

Essas palavras nascem-me pelas asas da fantasia,
O poder da escrita, expressão, metáfora informal!
Escrita, invenção/translação espreitando agonias,
Aos dias, confidência do vocábulo, texto capital...

O amor pleno, colóquio amoroso e letras alheias,
Canto de palavras doces salpicadas por quimeras.
Auréola de anjos, confins de mim, céu que gorjeia
Nas confissões. O riso do idílio? Poema de espera...

De vibração dos desejos ao explícito das chamas,
A moça, assunto do texto, revela-se mulher fatal.
Na distância das vontades em que o fogo inflama,
Sob o alcance das minhas palavras, o juízo final...

O Sibarita

Música das boas? É na Humaitá!
www.radiohumaita.com.br

11 comentários:

uanderesuacronicas .blogspot.com disse...

Os desejos humanos são infindáveis. São como a sede de um homem que bebe água salgada, não se satisfaz e a sua sede apenas aumenta.
Pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças.
Muito lindo este texto com seu fundo poético e melodioso a destacar os desejos que la traz começou assim:
Sabe meu amor? Ando com esse texto a tiracolo,
Querendo situar desejos no sentido ante horário
Dos versos em definições das letras que enfloro,
Ao avesso, escrevo sem decifrar o teu itinerário...
Os quais itinerários?
Não seriam estes os desejos...
Vez por outra me vejo na obrigação de conferir de perto este espaço, que tem la seus desejos de poetizar...
Abraço!Espero-te em uanderesuascronicas.

Dorli Ramos disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Bandys disse...

Como sempre impecavel.

Adorei, as mulheres fatais geralmente
chegam com o juizo final.

As letras miudas é pra vc reclamar, kkkkkkkkkkkkkk
Beijos feliz domingo

O Sibarita disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
lua singular disse...

Oi Sibarita,
Conheça meu outro blog que estava inativo, vou recomeçar escrever segunda-feira
Obrigada
Lua Singular

Ghost e Bindi disse...

"A palavra cria o real ou surreal? Será realidade?"
Ah, essa é a eterna e crucial indagação, não é mesmo?
A palavra, não só do texto literário, mas a que "falamos" para nós mesmos em nossa mente, é uma criadora de mundos. Nem sempre bons para nós e para o outro, pois a mente é, em suma, imperfeita. Mas também cria coisas belíssimas, como esses seus versos, um mundo à parte onde podemos descansar do cotidiano monótono e difícil. Eles escorrem como música, nos fazem pensar e sorrir.
Um abraço, feliz domingo!
Bíndi e Ghost

Claudio Chamun disse...

Muito bom.
Dá uma música legal.
Abraço

Histórias, estórias e outras polêmicas

António Jesus Batalha disse...

Ao passar pela net encontrei seu blog, estive a ver e ler alguma postagens
é um bom blog, daqueles que gostamos de visitar, e ficar mais um pouco.
Eu também tenho um blog, Peregrino E servo, se desejar fazer uma visita
Ficarei radiante,mas se desejar seguir, saiba que sempre retribuo seguido também o seu blog.
Deixo os meus cumprimentos e saudações.
Sou António Batalha.

Ani Braga disse...

Oi Sibarita


Todas as palavras que nascem pelas asas da fantasia, se transformam na maioria das vezes em lindos poemas...

Beijos
Ani

Desnuda disse...

Meninoooooooooo! Ler esta beleza toda ouvindo um tango como fundo musical é de tirar o fôlego!!! Vixe!!! Haja coração!

Beijos Siba! Adorei!

Kátia disse...

'Jogou as cajás' hein! Valha-me Deus me arrepiei todinha esse menino!
Foi pro meu acervo 'vú'?...saudades dessa casa.Não vou me demorar,bote fé.
Beijo e cheiro.