sábado, outubro 20, 2007

BULIMIA...

Bulimia...

Jauá. Meia noite. Ai Deus! Eu, ela e a lua.
Lábios contra lábios e a bulimia dos desejos
Em tremores dos corpos na escuridão da rua.
Mãos sutis correm refém na delicia dos beijos!

Evoé! Os verdes olhos dela são duas esmeraldas
Acendendo a noite em lampejos dos ais e dos uis.
É o amor venal no esplendor de todas as baldas
Vestido de gozos com franjas do luar nos azuis!

Agora, o seu corpo é fruto. Ah, vem dormir comigo
Sob essa lua nos lençóis de fragrância do meu corpo.
Sereia! Vem na volúpia de mais uma noite contigo,
Para minha psiquê só mesmo a sua plástica e escopo.

Ai! Entra. Dispa-se. E, nua, no encanto, sem cerimônia,
Poderosa, mata-me nas suas fantasias e vontades sem fim.
De chofre, vem oh pulcra, lassa, irreal, serena e demônia
Como o diabo gosta no isso ou aquilo, assim, bem assim...

Affff! Seus seios, a cintura e as ancas na dança do amor.
É, toda deusa, se entrega na volúpia dos desejos ditosos.
Tudo explode, no leito, corpos entrelaçados é lua em flor
Solvendo o nécta de unha a unha na derrama dos gozos...

O Sibarita
Caro leitor o Porta Curta desta semana é: AMOR
Ficção De José Roberto Torero 1994 14 min Com Elias Andreato, Paulo José, Rosi Campos, Guilherme Karam, Paulo César Pereio Um divertido mas amargo panorama das muitas e diferentes visões que se pode ter do amor.
Boa diversão!
Ouça a www.sibaritawebradio.com se ligue!

16 comentários:

sveronica disse...

Oxente, my baiano!
Bulimia? Afff... tô fora!

Já tenho te comentado há um tempo com meu link novo, mas ai vai:

http://recantodaalma.blogspot.com


Beijos Menina do Rio

Nilson Barcelli disse...

Um excelente poema, muito forte e ritmado.
Parabéns pela qualidade.
Abraço.

Maria disse...

Ôxente, seu baianao de gema, danadinho, num é não?
Amigo Soteropolitano, num tem jeito, memo.....
isso é paixão.....

Um beijo

Alice Matos disse...

Bem terra-a-terra...
Gostei muito...

Desculpa as minhas ausências...
É excesso de trabalho, mesmo!

Beijo, Lice...

Sol da meia noite disse...

Gostei do modo como associaste bulimia a um momento intenso de paixão...

Bulimia dos desejos...
Gostei muito!

*

Fernanda e Poemas disse...

Olá Sibarita, querido amigo, grata pela tua visita.
Adorei a tua postagem!
Muitos beijinhos com carinho.
Fernandinha

Leticia Gabian disse...

Cumpadi,
Affff Maria! Continua daquele jeito, sô! Tá que não tá mole, mesmo!!!!

Depois, passa lá no S&T que tem presente pra vosmecê, vice?

Beijo grande

Adriana disse...

Vim lhe convidar a conhecer meu blog.
Bjs

MÃE, ESPOSA, DONA DE CASA, TRABALHADORA.....

http://adrianaviaro.blogspot.com/

cristianevassalo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cris Teles disse...

Olá!!
Lindo, criativo...ousado...como tudo q escreve ...

Tenha uma semana iluminada!! E vê se não some...Estou sentindo sua falta!!

Beijos

PoesiaMGD disse...

Excelente!
Um abraço

E já agora, um convite:
http://www.escritartes.com/forum/index.php?referredby=3

Olhos de Mel disse...

Olá meu conterrêneo! Que legal sua visita, obrigada! volte sim? Adorei seu blog e sua poesia linda, quente como todo sentimento em nossa terra.
Fique com Deus!
Beijos

Adriana disse...

Deitado na rede de frente pro mar???
Que invejaaaa, no bom sentido claro.rs
Muqueca de peixe? Vai ter que pedir pra esposa passar a receita viu, e aimpim conheço sim....meu pai que fala assim, viemos de Porto Alegre,, agora nao sei se lá tb fala assim. so sei que meu pai tb fala assim.hehe e eu adoro um aimpim frito.rssss
Pão de aimpim nunca comi nao mas deve ser bom hein
Bjs uma otima noite pra vc

Conceição Bernardino disse...

AFLIÇÃO E CONSTRANGIMENTO

Eu já relatei aqui, minhas dificuldades no ano de 1998, para encontrar um advogado que aceitasse provar na Justiça, que o acidente ocorrido com Flávia, tinha sido causado pelo mau funcionamento do ralo da piscina onde ela nadava no momento do acidente. Já contei também que após muito perambular com um calhamaço de documentos em baixo do braço, acabei por encontrar Dr.José Rubens Machado de Campos, advogado que assumiu o caso e que felizmente se mantém connosco até hoje, e que tem demonstrado ao longo desses anos, muita competência e combatividade. Infelizmente, dependemos dos juízes que até hoje têm ignorado todas as provas pos nós apresentadas sobre o ralo super dimensionado para aquela piscina, e sua demasiada força de sucção.

Antes de decidir processar o condomínio Jardim da Juriti, em Moema – São Paulo, onde eu morava com meus filhos, tentei de todas as formas junto ao síndico, receber o seguro de responsabilidade existente no prédio, da seguradora AGF Brasil Seguros. O síndico respondia que não poderia me ajudar nesse sentido, pois reivindicar o seguro seria o mesmo que admitir a culpa do condomínio, coisa que ele não faria, me dizia. Passei então a escrever directamente para a AGF, descrevendo o acidente ocorrido com Flávia na piscina do prédio e solicitando o pagamento do seguro, na época, no valor de R$ 100 mil reais. Não tive sucesso e a AGF foi incluída no rol dos réus a quem processei, junto com o condomínio Jardim da Juriti e a Jacuzzi do Brasil, fabricante e vendedora do ralo.

A seguradora AGF, na sua contestação escreveu:

“......A comunicação do sinistro pelo condomínio segurado, apenas relatou o acidente, não admitindo para si, qualquer responsabilidade quanto à ocorrência do mesmo. Assim , não poderia e não pode a ora contestante liberar o valor da importância segurada sem que esteja comprovada a responsabilidade do condomínio pelo evento. A seguradora não tem qualquer responsabilidade directa com as autoras....”

Nosso advogado trabalhou, e o juiz entendeu, que se um condómino sofre um acidente dentro do condomínio, ele tem sim o direito a receber o seguro ali existente. A AGF adiou o quanto pode o pagamento desse seguro de responsabilidade civil existente no condomínio. Graças ao trabalho de Dr.José Rubens e o discernimento de um Juiz, o valor foi pago, - um ano e onze meses após o acidente, sob ordem judicial e ameaça de cobrança de multa diária, caso o valor não fosse depositado em nome de Flávia na data estipulada. No entanto, mesmo tendo sido pago quase dois anos depois do acidente, a AGF não pagou nem juros nem correcção monetária. O tempo em que fiquei pelejando para receber o seguro da AGF agravou minha aflição e me causou muito constrangimento, pois precisei depender de favores de terceiros para garantir a sobrevivência de Flávia, enquanto possuía legítimo direito de receber a indemnização do seguro.
Posted by Odele Souza at 12:38 PM
http://www.flaviavivendoemcoma.blogspot.com/

(O caso Cláudia, não está perdido. Mandem Mails a esta gente e não só:

geral@embaixadadobrasil.pt

Mas não digas palavras doces. Carrega um bocadinho no português "marracónico": envergonha-os, que é o que eu faço.
Pede a outros blogues que façam o mesmo.)

Rui Caetano disse...

POema muito bem conseguido. Gostei mesmo. a expressividade enrola-nos num pensamento metafórico interessante.
parabéns.

soraya disse...

Uau! Lindiviver, muito lindo mesmo, quanto momento, me fez viajar em seu poema!
Parabéns!
Beijos carinhosos.